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	<title>Arquivo de Destaque Editor - Saúde Oral</title>
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	<title>Arquivo de Destaque Editor - Saúde Oral</title>
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		<title>Barómetro Saúde Oral: OMD defende revisão estrutural do cheque-dentista</title>
		<link>https://saudeoral.pt/barometro-saude-oral-omd-defende-revisao-estrutural-do-cheque-dentista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2025 17:27:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os dados revelam também que a perceção de necessidade continua a ser o principal motivo que leva muitos portugueses a adiarem a ida ao médico dentista: 53,8% justificam a ausência de consultas regulares por não sentirem necessidade, enquanto 22,2% apontam razões económicas. Além disso, o estudo mostra que 64,6% dos inquiridos não têm dentição completa, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os dados revelam também que a perceção de necessidade continua a ser o principal motivo que leva muitos portugueses a adiarem a ida ao médico dentista: 53,8% justificam a ausência de consultas regulares por não sentirem necessidade, enquanto 22,2% apontam razões económicas. Além disso, o estudo mostra que 64,6% dos inquiridos não têm dentição completa, embora este indicador tenha melhorado ligeiramente em relação a 2024.</p>
<p>A presença do setor público na prestação de cuidados de saúde oral continua a ser residual. Apenas 6% dos inquiridos realizaram a sua última consulta no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e 70,3% afirmam não saber que este disponibiliza consultas de medicina dentária. Quando questionados sobre futuras intervenções, apenas 1,8% afirmam pretender realizá-las no setor público, o que evidencia a fraca penetração do sistema e a necessidade de reforçar a comunicação e a literacia sobre os serviços disponíveis.</p>
<p>&#8220;Estes dados mostram que a saúde oral ainda é percecionada como um bem opcional e não como parte integrante da saúde geral. Portugal tem evoluído, mas continua a haver uma fronteira invisível entre quem pode e quem não pode cuidar da sua saúde oral&#8221;, declara o Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Miguel Pavão</p>
<p>O relatório &#8220;Cheque-Dentista 2025&#8221; confirma a importância do programa como instrumento de inclusão, mas evidencia que este continua a ser subutilizado face ao seu potencial. Em 2024, foram emitidos 764 175 cheques-dentista, dos quais 62,5% foram efetivamente utilizados. A média histórica de utilização, entre 2008 e 2024, é de 67,5%. Ainda assim, 91,9% dos beneficiários que receberam o cheque afirmam tê-lo utilizado, o que demonstra uma elevada adesão quando o benefício é atribuído. No total da população, 26,7% dos portugueses referem já ter utilizado o Cheque-Dentista pelo menos uma vez.</p>
<p>Em setembro de 2025, o número de médicos dentistas aderentes ao programa ascendia a 5 845, concentrando-se sobretudo nos distritos do Porto, Braga e Aveiro, que representam 48,9% do total. A utilização declarada é mais baixa nas Regiões Autónomas: 4,0% na Madeira e 2,7% nos Açores, refletindo assimetrias territoriais e de acesso.</p>
<p>Para a OMD, estes resultados reforçam a necessidade de uma revisão estrutural do programa, de modo a garantir que o Cheque-Dentista mantenha a sua relevância social e capacidade de resposta. A Ordem defende o reforço do eixo da prevenção, que aliás está previsto na Portaria n.º 430/2023, de 12 de dezembro, nomeadamente a criação do Cheque-Dentista de Prevenção aplicável a todas as faixas etárias.</p>
<p>Os dados do Barómetro reforçam também a urgência da criação de um Cheque de Reabilitação/Prótese, destinado a adultos e idosos em situação de vulnerabilidade, como resposta ao elevado número de desdentados. A OMD defende também a modernização do programa, nomeadamente através da sua digitalização, com a criação do Boletim Digital de Saúde Oral, enquanto meio impulsionador do acesso a estes cuidados e da sua integração no sistema de saúde, numa ótica de componente essencial da promoção de uma vida saudável.</p>
<p>A OMD sublinha ainda a importância de reforçar a articulação entre o SNS, as autarquias e as escolas, por meio de campanhas de literacia em saúde oral que promovam comportamentos preventivos e incentivem a utilização do sistema público.</p>
<p>Os estudos Barómetro da Saúde Oral 2025 e Cheque-Dentista 2025, promovidos pela Ordem dos Médicos Dentistas, baseiam-se em amostras representativas da população portuguesa e permitem acompanhar a evolução dos hábitos, comportamentos e perceções sobre a saúde oral em Portugal, bem como avaliar o conhecimento e utilização do programa Cheque-Dentista.</p>
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		<title>Pela dignidade no final de carreira: a urgência de um regime especial de reforma para os médicos dentistas</title>
		<link>https://saudeoral.pt/pela-dignidade-no-final-de-carreira-a-urgencia-de-um-regime-especial-de-eeforma-para-os-medicos-dentistas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Oct 2025 21:38:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[destaque do editor]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Sindicato dos Médicos Dentistas (SMD) entregou ao Secretário de Estado do Trabalho um pedido formal para a criação de um regime especial de reforma antecipada para médicos dentistas, propondo a possibilidade de reforma sem penalização a partir dos 58 anos ou após 30 anos de contribuições, devido ao desgaste físico, emocional e ocupacional da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Sindicato dos Médicos Dentistas (SMD) entregou ao Secretário de Estado do Trabalho um pedido formal para a criação de um regime especial de reforma antecipada para médicos dentistas, propondo a possibilidade de reforma sem penalização a partir dos 58 anos ou após 30 anos de contribuições, devido ao desgaste físico, emocional e ocupacional da profissão. O Governo mostrou-se disponível para analisar a proposta. Leia o comunicado do SMD, assinado pelo presidente João Neto.</p>
<p>O Sindicato dos Médicos Dentistas (SMD) reuniu-se no passado dia 23 de setembro com o Secretário de Estado do Trabalho, Dr. Adriano Rafael Moreira, no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, ocasião em que entregou um dossier reivindicativo detalhado relativo à criação de um regime especial de reforma antecipada para os médicos dentistas.</p>
<p>O encontro foi considerado muito profícuo, tendo permitido expor de forma aprofundada os argumentos da classe e obter relevantes esclarecimentos quanto ao enquadramento legal e às vias possíveis de concretização deste objetivo. Durante a reunião, o Dr. Adriano Rafael Moreira afirmou que o Governo está “disponível para analisar com rigor o dossier apresentado pelo SMD e avaliar soluções adequadas no quadro da legislação aplicável”.</p>
<p>Na proposta inicial entregue pelo SMD consta a possibilidade de reforma antecipada sem penalização a partir dos 58 anos de idade / após 30 anos de contribuições, medida que responde ao reconhecido desgaste físico, emocional e ocupacional da profissão.</p>
<p>Esta reunião insere-se na sequência do ciclo de contactos que o SMD tem vindo a realizar com todos os partidos com assento parlamentar, reforçando o caráter transversal deste debate e a necessidade de envolvimento de todo o espectro político.</p>
<p>O SMD sublinha que está profundamente preocupado com a qualidade da aposentação da classe, e considera que este deve ser um debate ativo e participado. Reconhece-se que até agora não houve uma real preocupação com esta matéria, em grande medida porque só agora começam a reformar-se os primeiros médicos dentistas, fruto da juventude relativa da profissão em Portugal.</p>
<p>Recorda-se igualmente que continua em curso a petição pública que visa forçar a realização de uma audição parlamentar sobre esta matéria, sendo crucial a mobilização de todos os colegas.</p>
<p>Paralelamente, após 31 de outubro, será apresentado o Relatório das Profissões de Desgaste Rápido, que servirá de base para uma discussão aprofundada. O SMD considera que estão reunidas as condições para que a medicina dentária seja integrada nesse debate, dado o desgaste físico e emocional, a pressão psicológica do exercício clínico e a exposição continuada a riscos ocupacionais que caracterizam a profissão.</p>
<p>Na União Europeia, este tema tem vindo a ganhar crescente relevo em várias classes profissionais, no quadro da sustentabilidade dos sistemas de pensões e do reconhecimento de atividades cuja longevidade ativa é naturalmente limitada. O SMD entende, por isso, que chegou o tempo de trazer esta questão para o centro da discussão pública e parlamentar em Portugal, de forma clara e determinada.</p>
<p>O futuro da profissão mede-se não apenas pela valorização do percurso ativo, mas também pela garantia de uma saída justa e digna da vida profissional.</p>
<p>O SMD continuará a acompanhar este processo com determinação e, brevemente, apresentará novidades a debater com todos os colegas, num espírito de unidade, transparência e participação.</p>
<p>Queremos que cada colega medite e escolha a qualidade de vida que pretende na sua aposentação. As classes mais esclarecidas dos países da União Europeia estão já a debater seriamente este tema, não podemos ficar para trás.</p>
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		<title>O que sobra do sigilo e segredo médico-dentário nos tempos atuais?</title>
		<link>https://saudeoral.pt/o-que-sobra-do-sigilo-e-segredo-medico-dentario-nos-tempos-atuais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Sep 2025 14:35:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ser Humano vive a sua própria existência, de modo único, exclusivo e irrepetível. Assim, a riqueza da vida dos indivíduos assentam numa autenticidade, amplitude e intensidade dos valores que dão sentido às suas acções em todas as circunstâncias da vida. &#160; O vocábulo “sigilo” tem origem na palavra latina sigillium, que significava estatueta e selo. O selo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ser Humano vive a sua própria existência, de modo único, exclusivo e irrepetível. Assim, a riqueza da vida dos indivíduos assentam numa autenticidade, amplitude e intensidade dos valores que dão sentido às suas acções em todas as circunstâncias da vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O vocábulo “sigilo” tem origem na palavra latina <em>sigillium</em>, que significava estatueta e selo. O selo era classicamente a garantia da inviolabilidade de um documento ou do seu invólucro. A evolução da língua fez com que, para além de selo, “sigilo” passasse a ser usado com o sentido de “que não pode ser revelado”, “segredo”, “discrição” e “silêncio”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já por sua vez “segredo” tem origem no latim <em>secretus</em>, que significava “à parte”, “oculto” e “isolado”, derivando da palavra <em>secretarium</em>, correspondendo à pessoa a quem é confiado segredo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>São diversas as atividades profissionais sobre as quais é comum ser reportado que as mesmas estão vinculadas ao sigilo e/ou ao segredo profissional e podem representar dimensões diferentes do mesmo facto. O segredo traduz tudo aquilo que se teve conhecimento, em razão do exercício de uma função ou profissão, sem obrigação ou vantagem na sua divulgação. Sigilo envolve a obrigação legal, e moral, de guardar um segredo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim, numa reflexão ética sobre estas 2 contextualizações do sigilo e do segredo profissional, deveria à luz do humanismo inato à atividade médica considerar-se que os mesmos estão enquadrados por decisões pessoais, éticas e jurídicas, cujas consequências devem ser sempre ponderadas. O silêncio sobre um segredo nunca poderá passar a ser um acto inconsciente e involuntário, mas um direito de toda a pessoa humana, sinal da sua proteção da vulnerabilidade e do respeito que o médico assume com aqueles com quem estabeleceu uma relação clínica.</p>
<p>Já o sigilo do segredo profissional assenta na valorização da dignidade humana, que ganhou a sua 1ª manifestação com Kant e se prolongou até à actualidade em diversos manifestos éticos e humanistas, ao considerar que as pessoas devem ser tratadas como um fim em si mesmas e não como meros objetos utilizados para a valorização dos profissionais ou das profissões.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O sigilo médico-dentário é assim o silêncio que o profissional ou seus colaboradores estão obrigados a manter sobre factos de que tomaram conhecimento no exercício da sua actividade, e que não seja imperativo divulgar e neste âmbito tratando toda a informação adquirida como uma informação a ser protegida, impondo uma relação entre privacidade e publicidade, cujo dever profissional se estabelece desde a se ater ao estritamente necessário ao cumprimento de seu trabalho, a não informar a matéria sigilosa.</p>
<p>Actualmente debate-se uma certa existência de crise nos valores humanos, devido ao afastamento dos princípios morais e éticos na sociedade, em parte devido às mudanças sociais que admitiram uma mudança ou flexibilização de valores, tais como: <em>Respeito, Senso de Justiça, Honestidade, Educação, Empatia, Solidariedade, Humildade </em>e<em> Ética</em>.</p>
<p>Por este motivo é urgente, que todos médicos dentistas estejam atentos às suas obrigações fundamentais e que as mesmas sejam expressas em ações que incrementem o valor social da profissão e não promovam qualquer tipo de receio por parte da sociedade, da confiança progressiva e laboriosamente ganha desde 1979.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A exposição pública identificada ou identificável dos actos e/ou indivíduos que frequentam os nossos consultórios, promovida pelo médico dentista e não pelo paciente no seu espaço de liberdade e autonomia, poderá conduzir a 2 situações preocupantes: uma é o crescente receio dos pacientes nos confiarem informação privada e intrínseca que condicionará a nossa perceção global do indivíduo, essencial para o diagnóstico e terapêutica, por receio da sua divulgação; bem como, nos afastarmos do perfil médico basilar, colocando-nos a par dos barbeiros, cabeleireiros e esteticistas, ou de vendedores de banha da cobra numa feira medieval ou circo de rua, em que expomos as aberrações clínicas e anatómicas que observamos e num armário de egoísmo ético, anunciamo-nos como super-heróis ou <em>influencers</em> da informação e promoção da saúde.</p>
<p>Teremos a noção do quanto nos estamos a afastar do comportamento de outras especialidades médicas como a psiquiatria, ginecologia, urologia, saúde pública, dermatologia, cirurgia entre outras, relativamente à exposição das maleitas dos indivíduos para promoção unicamente do profissional, sem qualquer benefício no processo terapêutico das pessoas.</p>
<p>Esta reflexão é fundamental para que os valores não sejam relativizados, e que os princípios fundamentais de ética e moral não sejam esquecidos e desbaratados, independentemente de situações ou contextos sociais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Creio que ainda estará por provar, que estes tipos de atitudes publicitárias resultem num efetivo e sustentado ganho no número de pessoas que anualmente acede a consulta de medicina dentária em Portugal e as que acedem, estão devidamente protegidas da indução artificial de necessidades de tratamento (prevenção quaternária).</p>
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		<title>João Neto, recém-eleito presidente do SMD, diz que saturação do mercado de trabalho na Medicina Dentária é “prioridade”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2025 11:39:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>João Neto tomou posse em março para um novo mandato à frente da direção do Sindicato dos Médicos Dentistas (SMD). Em entrevista à Saúde Oral, o dirigente fala das prioridades para o próximo triénio e analisa o mercado de trabalho da Medicina Dentária. Leia esta antecipação e não perca a entrevista completa na próxima edição [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>João Neto</strong> tomou posse em março para um novo mandato à frente da direção do Sindicato dos Médicos Dentistas (SMD). Em entrevista à Saúde Oral, o dirigente fala das prioridades para o próximo triénio e analisa o mercado de trabalho da Medicina Dentária. Leia esta antecipação e não perca a entrevista completa na próxima edição e na página oficial da Saúde Oral.</p>
<p><strong>SO | Entre as problemáticas que afetam a Medicina Dentária, quais são as que, na perspetiva do SMD, devem ser vistas como prioritárias para este mandato?</strong></p>
<p><strong>João Neto (JN) | </strong>É inegável que a saturação do mercado de trabalho na Medicina Dentária em Portugal constitui uma das mais sérias problemáticas que afetam a classe. Atualmente, o País apresenta mais do dobro do rácio de médicos dentistas recomendado pela Organização Mundial de Saúde, realidade que tem sido ignorada ou subestimada pelas entidades com responsabilidade na regulação do número de vagas para formação.</p>
<p>Esta situação crítica impõe-se como uma prioridade para o presente mandato do SMD pois dela decorrem dois grandes desafios para a profissão: em primeiro lugar, a Medicina Dentária é uma área com alternativas profissionais muito limitadas fora da prática clínica, o que restringe significativamente as opções dos recém-formados. Em segundo, apesar de a entrada no mercado de trabalho ser, em geral, rápida, ela faz-se muitas vezes à custa de vínculos precários, horários incompletos e ausência de contratos de trabalho efetivos, configurando um cenário de subemprego que compromete a dignidade profissional dos nossos colegas. Assim, sem descurar outras áreas fundamentais de intervenção, assumimos como prioridade a consciencialização da sociedade e dos decisores políticos para esta realidade.</p>
<p>Pretendemos, ainda, durante este triénio, promover um diálogo construtivo com as instituições de ensino superior que oferecem o curso de Medicina Dentária, incentivando o regresso ao modelo formativo de seis anos, cuja pertinência é amplamente reconhecida. Sabemos que estas instituições têm autonomia para tomar essa decisão, o que falta agora é a coragem e a vontade de agir.</p>
<p>Acresce que, sempre que estamos presentes em reuniões na defesa da classe ou em discussões sobre tabelas de honorários e valorização dos nossos atos clínicos, é imperioso que o nosso percurso formativo reflita a exigência e a complexidade da profissão. Muitas vezes, somos ainda erroneamente identificados como técnicos ou simplesmente “dentistas”, quando, na verdade, somos médicos – médicos dentistas – com competências plenas no diagnóstico, planeamento, realização de tratamentos e exames complementares de diagnóstico. O reconhecimento da nossa identidade profissional, e da formação adequada que a sustenta, é essencial para a valorização da Medicina Dentária no contexto da saúde em Portugal.</p>
<p><strong>SO | Falando da situação dos médicos dentistas a trabalhar para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), que continuam integrados na carreira de técnico superior da função pública ou a trabalhar a recibos verdes. Na legislatura anterior foram aprovados na Assembleia da República projetos de resolução para a criação da carreira de médico dentista no SNS, mas, entretanto, o País foi de novo para eleições. Com o novo Parlamento eleito, acha que é desta que há condições para avançar nesta matéria?</strong></p>
<p><strong>JN |</strong> Tenho a firme convicção de que sim. A criação da carreira especial de médico dentista no SNS é, para o SMD, uma questão de elementar justiça e dignidade profissional. Esta matéria não pode mais ser adiada. O novo ciclo político abre uma janela de oportunidade que não deve ser desperdiçada. Estamos convictos de que esta carreira poderá ser finalmente criada, seja por iniciativa do Governo, seja por iniciativa parlamentar.</p>
<p>Não compreendemos como, até agora, nenhuma entidade com responsabilidade representativa tenha priorizado de forma consequente esta reivindicação, contribuindo assim, voluntária ou involuntariamente, para a prolongada e inadmissível desvalorização da nossa classe. O SMD não ficará tranquilo enquanto esta injustiça não for corrigida e a carreira de médico dentista no SNS não for instituída com a dignidade e estrutura que a profissão exige.</p>
<p>A realidade atual é insustentável: médicos dentistas continuam a exercer funções no SNS através de vínculos precários, como os recibos verdes, ou integrados numa carreira de técnico superior que em nada corresponde à sua formação, responsabilidades clínicas ou complexidade do ato médico. Esta situação é não só injusta, como também profundamente ilegal num Estado de Direito. É inadmissível que o Estado português mantenha, de forma sistemática, relações contratuais que não garantem nem estabilidade, nem reconhecimento profissional a mais de 150 médicos dentistas a exercerem atualmente no SNS.</p>
<p>Apesar de o Parlamento, na legislatura anterior, com a nossa colaboração, ter aprovado cinco projetos de resolução recomendando a criação desta carreira, e mesmo tendo sido levado a votação um projeto de Lei nesse sentido, a iniciativa acabou por ser rejeitada em sede de comissão. É urgente ultrapassar esta estagnação e encontrar, entre os partidos com representação parlamentar, o consenso necessário para avançar.</p>
<p>A criação da carreira exige a definição clara da qualificação profissional exigida, da estrutura funcional, do conteúdo das categorias e da respetiva grelha salarial. E há já exemplos inspiradores: a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa anunciou a intenção de criar uma carreira específica para os seus médicos dentistas até ao final do ano, contribuindo decisivamente para a valorização e estabilização dos profissionais que ali exercem.</p>
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		<item>
		<title>João Neto reeleito presidente do Sindicato dos Médicos Dentistas durante o próximo triénio</title>
		<link>https://saudeoral.pt/joao-neto-reeleito-presidente-do-sindicato-dos-medicos-dentistas-durante-o-proximo-trienio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Apr 2025 11:39:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O processo eleitoral, que decorreu de forma pacífica e ordeira, resultou na eleição da nova equipa dirigente, que se comprometeu a dar continuidade ao trabalho de fortalecimento da profissão, com especial atenção à atualização das políticas que promovam melhores condições de trabalho para os médicos dentistas. A nova direção também irá trabalhar para ajustar de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O processo eleitoral, que decorreu de forma pacífica e ordeira, resultou na eleição da nova equipa dirigente, que se comprometeu a dar continuidade ao trabalho de fortalecimento da profissão, com especial atenção à atualização das políticas que promovam melhores condições de trabalho para os médicos dentistas. A nova direção também irá trabalhar para ajustar de forma equilibrada os direitos e deveres da classe à realidade do setor da saúde oral, abrangendo igualmente as suas vertentes jurídicas e legislativas.</p>
<p>&#8220;As eleições de refletem, ainda, um crescente envolvimento dos médicos dentistas nas decisões do sindicato e na definição do rumo da profissão. O Sindicato dos Médicos Dentistas reitera que a participação ativa dos seus membros é essencial para assegurar a defesa dos seus direitos&#8221;, referem.</p>
<p>O presidente eleito expressou o seu agradecimento pela confiança depositada pelos seus colegas, destacando o compromisso da nova direção com o trabalho árduo e a colaboração entre todos os envolvidos.</p>
<p>A nova direção tomará posse oficialmente no mês de abril e já tem agendadas várias reuniões com o governo e outras entidades, com o intuito de discutir os desafios e as oportunidades para o futuro da Medicina Dentária em Portugal.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://saudeoral.pt/joao-neto-reeleito-presidente-do-sindicato-dos-medicos-dentistas-durante-o-proximo-trienio/">João Neto reeleito presidente do Sindicato dos Médicos Dentistas durante o próximo triénio</a> aparece primeiro em <a href="https://saudeoral.pt">Saúde Oral</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>OMD alerta que &#8220;o reforço do direito à Saúde Oral, em Portugal, continua estagnado&#8221;</title>
		<link>https://saudeoral.pt/omd-alerta-que-o-reforco-do-direito-a-saude-oral-em-portugal-continua-estagnado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Feb 2025 12:16:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://saudeoral.pt/?p=21400</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os dados são claros: dos cerca de 1 milhão de pessoas que nunca vão ou vão menos de uma vez por ano ao médico dentista, há 300 mil (30 %) que apontam a falta de dinheiro como justificação para não realizarem qualquer consulta de Medicina Dentária. Uma percentagem que agrava 5,6 p.p. em relação a [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://saudeoral.pt/omd-alerta-que-o-reforco-do-direito-a-saude-oral-em-portugal-continua-estagnado/">OMD alerta que &#8220;o reforço do direito à Saúde Oral, em Portugal, continua estagnado&#8221;</a> aparece primeiro em <a href="https://saudeoral.pt">Saúde Oral</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os dados são claros: dos cerca de 1 milhão de pessoas que nunca vão ou vão menos de uma vez por ano ao médico dentista, há 300 mil (30 %) que apontam a falta de dinheiro como justificação para não realizarem qualquer consulta de Medicina Dentária. Uma percentagem que agrava 5,6 p.p. em relação a 2023.</p>
<p>Embora não seja possível estabelecer uma relação direta, a verdade é que 98,2 % dos inquiridos considera importante e/ou muito importante o acesso à Saúde Oral através do Serviço Nacional de Saúde. A este indicador há a acrescentar que 96,3 % acreditam que o Governo deveria comparticipar os tratamentos dentários, tal como faz com os medicamentos.</p>
<p>No que diz respeito à frequência das consultas de medicina dentária, 65,4 % dos inquiridos asseguram que o fazem pelo menos uma vez por ano, o que representa uma ligeira melhoria (1p.p.) face a 2023. Ainda assim, a percentagem de pessoas que nunca marcou uma consulta para check-up aumenta 3,6 p.p. para 27,4 por cento.</p>
<p>“Estes resultados envergonham o país e refletem a ausência de investimento na saúde oral. Os portugueses continuam à espera que o Governo apresente o Programa Nacional de Saúde Oral, que seria conhecido até ao final de 2024”, alerta o bastonário da OMD.</p>
<p>Aumenta número de pessoas sem dentes</p>
<p>Em apenas um ano, a percentagem de pessoas sem pelo menos um dente agrava 6,8 pontos, tendo passado de 58,9 em 2023 para quase dois terços (65,7 por cento) em 2024. Igualmente grave é o aumento registado na população sem seis ou mais dentes: 28 por cento, quando em 2023 era de 22,8.</p>
<p>Numa análise mais detalhada, é possível constatar que as mulheres são quem mais sofre com a falta de dentes. Apenas 31,7 por cento das mulheres tem dentição completa, enquanto nos homens o valor sobe para 36,8 por cento. Por oposição, quando se considera a falta de pelo menos um dente, a diferença entre géneros mantém-se: 68,3 por cento nas mulheres e 63,2 nos homens.</p>
<p>Dos dois terços da população em Portugal sem pelo menos um dente, 57,1 por cento não tem nada a substituir, o que representa um agravamento em relação a 2023 de 7,2 pontos percentuais. Quando o indicador em análise passa a ser a falta de seis ou mais dentes, considerado o número de referência que afeta a qualidade da mastigação e da saúde oral, também aqui as mulheres são mais castigadas: 31,4% face aos 23,4 dos homens.</p>
<p>“Não podemos nunca dissociar os índices de saúde oral do facto de quase 20% da população estar na pobreza. Uma população sem recursos e mecanismos de acesso a condições de saúde oral enfrenta mais desigualdades sociais, maior absentismo e mais problemas sociais e de autoestima. É urgente ter um programa prioritário para a saúde oral, que promova a complementaridade entre os setores público, privado e social. Mas também que envolva não só o ministério da Saúde, mas também o da Segurança Social e o da Juventude, pelo papel que estes podem desempenhar na prevenção da saúde em todas as fases da vida e na intervenção junto dos grupos de risco. É fulcral investir, ter um orçamento para a saúde oral que permita executar e não apenas planear”, afirma Miguel Pavão.</p>
<p><strong>Higiene oral piora</strong></p>
<p>De acordo com Barómetro da Saúde Oral 2024, os hábitos de higiene da população pioraram em 2024 face a 2023: 74,4% afirmam escovar os dentes com frequência (pelo menos duas vezes por dia), uma diminuição (-4,4 p.p.) em relação aos 78,8% registados de 2023. Apesar do ligeiro aumento (0,9 p.p.) de pessoas que lava os dentes pelo menos uma vez por dia, o relatório demonstra que 6,1% dos inquiridos (+3,5p.p.) escova os dentes menos de uma vez por dia.</p>
<p>Outro indicador relevante do relatório de 2024 diz respeito à percentagem de pessoas que acedem às consultas de medicina dentária via Serviço Nacional de Saúde ou Cheque dentista: 2,5% (+0,5 p.p.). Os restantes 97,5% fazem-no via particular ou através de seguro.</p>
<p>Quanto a menores de 6 anos que nunca foram ao médico dentista, a percentagem voltou a diminuir pelo terceiro ano consecutivo. Em 2021 era 73,4%, em 2022 passou a 65,2% e, em 2023 ficou-se pelos 53,5% e, agora, em 2024 é 49,6%.</p>
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		<title>Dos tratamentos estéticos às inovações tecnológicas: tendências que marcam a Saúde Oral em 2025</title>
		<link>https://saudeoral.pt/dos-tratamentos-esteticos-as-inovacoes-tecnologicas-tres-tendencias-que-irao-marcar-a-saude-oral-em-2025/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jan 2025 11:52:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Com a chegada do novo ano intensificam-se algumas tendências que temos vindo a verificar nos últimos meses, nomeadamente no que respeita ao aumento de alguns tipos de tratamentos. E embora seja possível perceber que, de uma maneira geral, as pessoas estão cada vez mais cientes da necessidade de tratar complicações orais ou de corrigir certas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>“Com a chegada do novo ano intensificam-se algumas tendências que temos vindo a verificar nos últimos meses, nomeadamente no que respeita ao aumento de alguns tipos de tratamentos. E embora seja possível perceber que, de uma maneira geral, as pessoas estão cada vez mais cientes da necessidade de tratar complicações orais ou de corrigir certas condições, o grande desafio para este próximo ano reside na consciencialização para a importância da prevenção. Assegurar os hábitos de higiene oral será absolutamente fundamental para um 2025 repleto de saúde oral”, explica Tiago Caramelo, médico dentista na MALO CLINIC Lisboa.</p>
<p>Assim, Tiago Caramelo, médico dentista na MALO CLINIC Lisboa, partilha três tendências que irão marcar o ramo da Saúde Oral em 2025:</p>
<p>● Tratamentos estéticos: Recentemente, as preocupações com a imagem e estética, nomeadamente da face e do sorriso, têm sido cada vez mais comuns, o que está a impulsionar o crescimento dos tratamentos estéticos. Procedimentos minimamente invasivos e praticamente indolores, como branqueamentos dentários, facetas e a ortodontia com alinhadores invisíveis, irão, por isso, continuar a crescer em 2025. A estética do sorriso continuará a assumir-se como uma das principais prioridades das pessoas no que toca à saúde oral, sendo um fator que contribui não só para a aparência, mas também para a autoestima, confiança e bem-estar geral.</p>
<p>● Inovações tecnológicas: O ramo da Medicina Dentária tem vindo, ao longo dos anos, a desenvolver procedimentos cada vez mais rápidos, indolores e confortáveis para os pacientes. Esta é uma tendência que se irá intensificar no próximo ano, principalmente pela recente integração de novas tecnologias. É um exemplo disso a fotogrametria, utilizada para a impressão digital de implantes dentários, ou de protocolos como o GBT (<em>Guided Biofilm Therapy</em>), que remove placa bacteriana, tártaro e manchas na dentição através da tecnologia Airflow. Além destas inovações, para 2025, ferramentas como a Inteligência Artificial ou a impressão 3D tornar-se-ão ainda mais centrais, aumentando a eficiência e melhorando a experiência dos pacientes.</p>
<p>● Tratamentos de recuperação total da dentição: Com o aperfeiçoamento das técnicas e métodos utilizados, também os procedimentos de reabilitação total da dentição estão a evoluir significativamente. Estes tratamentos, cada vez mais rápidos e confortáveis, estão a tornar-se mais recorrentes entre os pacientes mais velhos. Assim, em 2025, a procura por tratamentos como o All-on-4® Digital Workflow, que permite substituir todos os dentes em menos de três horas, continuará a aumentar, promovendo uma melhoria do bem-estar geral das pessoas, ao aliar a funcionalidade à estética e ao conforto.</p>
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		<item>
		<title>Aumento do número de médicos dentistas ilegais no serviço público de saúde preocupa OMD</title>
		<link>https://saudeoral.pt/aumento-do-numero-de-medicos-dentistas-ilegais-no-servico-publico-de-saude-preocupa-omd/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Nov 2024 11:48:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O número de médicos dentistas em situação ilegal nos serviços públicos de saúde aumentou, conforme demonstram os resultados do estudo &#8220;Diagnóstico à Profissão 2024&#8221;, promovido pela Ordem dos Médicos Dentistas. Apenas 4,1 % exercem em hospitais ou centros de saúde do setor público ou social, dos quais mais de um terço (35,2 %) estão integrados [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O número de médicos dentistas em situação ilegal nos serviços públicos de saúde aumentou, conforme demonstram os resultados do estudo &#8220;Diagnóstico à Profissão 2024&#8221;, promovido pela Ordem dos Médicos Dentistas. Apenas 4,1 % exercem em hospitais ou centros de saúde do setor público ou social, dos quais mais de um terço (35,2 %) estão integrados como Técnicos Superiores do Regime Geral, uma carreira não específica para a execução de atos médicos. Este valor representa um aumento de 6 pontos percentuais em relação ao anterior &#8220;Diagnóstico à Profissão de 2022&#8221;, que visa mostrar os principais indicadores da atividade de Medicina Dentária em Portugal.</p>
<p>Sobre este tema, o documento permite concluir ainda que 43,5 % estão contratados em regime de recibos verdes (22,3 % diretamente com a ARS e 21,3 % mediante empresa intermediária).</p>
<p>“Apesar dos nossos alertas ao longos dos últimos anos, os sucessivos governos fingem que esta realidade não existe. A solução para este problema só depende da vontade política de criar a carreira de medicina dentária no SNS. Acredito que este aumento seja uma solução temporária, para colocar em funcionamento os mais de 30 consultórios que estavam parados nos centros de saúde”, afirma o bastonário da OMD, Miguel Pavão, ao que acrescenta: “A falta desta carreira interfere, entre muitos outros fatores, na capacidade de o Governo atrair médicos dentistas para os gabinetes de Medicina Dentária nos Cuidados de Saúde Primários, na capacidade de evitar a saída de profissionais altamente qualificados para o estrangeiro”.</p>
<p>A emigração é, precisamente, um dos capítulos que gera maior preocupação. Conclui-se que aumentou o número de profissionais a exercer no estrangeiro (8,2 % em 2024), dos quais 2,5 % exercem também em Portugal e 5,7 % exclusivamente no estrangeiro. No último estudo, de 2022, 6,6 % trabalhava fora do País, dos quais 1,7 % dividia-se com atividade em Portugal e 4,9 % só no estrangeiro.</p>
<p>Sobre o momento da tomada de decisão para exercer no estrangeiro, quase dois terços (64,6 %) responderam que foi já após terem trabalhado em Portugal, um aumento de 8,4 pontos percentuais em relação a 2022. Entre os médicos que trabalham exclusivamente no estrangeiro, mais de metade (53,6 %) garante que não pretendem voltar a exercer em Portugal.</p>
<p>Relativamente às razões para emigrar, os médicos dentistas são bastante claros: 65,4 % não conseguia ter um rendimento satisfatório em Portugal; 57,1 % considera que em Portugal não se valoriza a profissão.</p>
<p>Chamados a indicarquais as maiores preocupações no panorama atual da profissão, quase dois terços (64,3 %) dos inquiridos refere-se ao facto de a Medicina Dentária não ser reconhecida como uma profissão de desgaste rápido. O crescimento dos seguros e planos de saúde (56,6 %) e o aumento do número de médicos dentistas pagos abaixo do expectável (54,8 %) face às habilitações também estão no topo das preocupações.</p>
<p><strong>Outros indicadores:</strong><br />
70,1 % demoraram entre 1 a 6 meses a iniciar a atividade neste mercado de trabalho</p>
<p>Entre quem exerce no estrangeiro, 37,5 % encontra-se no ativo em França, 12,9 % no Reino Unido e 7,9 % na Suíça e nos Países Baixos.</p>
<p>61,1 % exercem a atividade em clínicas/consultórios de outrem</p>
<p>Por semana, 82,7 % atendem mais de 25 utentes. Em média atendem 48 utentes</p>
<p>17 % dos médicos dentistas a exercer em Portugal indicam auferir um rendimento mensal bruto inferior a 1500 euros</p>
<p>1,2 % dos médicos dentistas a exercer no estrangeiro indicam auferir um rendimento mensal bruto inferior a 1500 euros</p>
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		<item>
		<title>Uma “viagem” pela Ortodontia</title>
		<link>https://saudeoral.pt/uma-viagem-pela-ortodontia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Nov 2024 16:36:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Assim sendo, foram abordados temas que vão desde a Ortodontia com brackets convencionais, com brackets autoligados, o tratamento com alinhadores, bem como “a relação entre a Ortodontia e as outras áreas da medicina dentária, nomeadamente a Periodontologia, a harmonização facial, a cirurgia ortognática”, enumerou a Helena Agostinho, sem nunca esquecer que o sucesso terapêutico começa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Assim sendo, foram abordados temas que vão desde a Ortodontia com brackets convencionais, com brackets autoligados, o tratamento com alinhadores, bem como “a relação entre a Ortodontia e as outras áreas da medicina dentária, nomeadamente a Periodontologia, a harmonização facial, a cirurgia ortognática”, enumerou a Helena Agostinho, sem nunca esquecer que o sucesso terapêutico começa sempre com “o primeiro passo que é o poder, enquanto profissionais, de fazer o correto diagnóstico clínico”.</p>
<p>E numa altura em que os avanços tecnológicos, nomeadamente a incorporação crescente da inteligência artificial na prática clínica, começam a transformar a forma como se faz o diagnóstico, a presidente da SPO considera fundamental sublinhar que todas essas ferramentas, enquanto meios complementares ou auxiliares de diagnósticos, são importantes, “mas temos de ter sempre o foco no doente à nossa frente”.</p>
<p>Segundo palavras da presidente, “temos as melhores máquinas de imagiologia e de inteligência artificial, mas não podemos esquecer que o doente é uma pessoa e nós somos médicos dentistas com uma prioridade: o doente. É muito importante termos essas ferramentas para nos ajudar, mas não nos podemos esquecer que o diagnóstico é nosso e, enquanto profissionais, nada substitui o olho do clínico”.</p>
<p>Afinal, dar esse primeiro passo de forma sustentada é meio caminho percorrido para atingir os objetivos de qualquer tratamento, que passam sempre pela preservação da estética, mas, sobretudo, “da função e da estabilidade de todas as estruturas orofaciais”, acrescenta.</p>
<p><strong>Um programa recheado de formação e informação</strong></p>
<p>A ordem de trabalhos desta 30.ª reunião magna da SPO começou logo na quinta-feira, dia 24, com os cursos pré-congresso que têm por missão “incrementar a previsibilidade do tratamento com os alinhadores e também iremos debater soluções digitais no tratamento de casos complexos”, temas entregues respetivamente a Enzo Pasciuti, ortodontista e professor Universidade de Roma Tor Vergata, em Itália, e a Ramon Mompell, especialista do Departamento de Ortodontia, Universidade da Califórnia Los Angeles (UCLA) nos Estados Unidos da América.</p>
<p>O programa de sexta-feira e sábado contemplou conferências sobre a utilização de alinhadores em adultos, por Enzo Pasciuti, e também o tratamento com alinhadores em crianças, com intervenções de Gemma López Ruiz, Pedro Costa Monteiro, Soraia Oliveira e Elena Cervino.<br />
Ágata Carvalho e Bilal Koleilat, especialista em Ortodontia do Líbano, abordaram os mais recentes avanços na utilização de brackets e os temas relacionados com o tratamento cirúrgico e ancoragem esquelética foram entregues a Pedro Dominguez, Martín Pedernera, Francisco Azevedo Coutinho, Carlos Faria e Teresa Pinho.</p>
<p>Constanza Cuadrado, especialista em Ortodontia invisível a trabalhar em Madrid, veio ao encontro falar da utilização de alinhadores em pacientes periodontais, enquanto Andrea Bono e Alex Bayona trazem a abordagem à disfunção da articulação temporomandibular (ATM).</p>
<p>A harmonização facial e as mais-valias que pode trazer para os doentes foi o tema da conferência de Sofia Lopes, enquanto Cristina Teixeira irá falar sobre a abordagem ao doente com reabsorção radicular externa.</p>
<p>Helena Agostinho também participou como conferencista com uma palestra sobre o tema “Back to the future: O poder do diagnóstico clínico…Na era do digital”.</p>
<p>A presidente da SPO manifestou como vontade, perante o programa diversificado, que “no final do congresso as pessoas saiam mais elucidadas e possam ter uma maior liberdade de pensamento em relação às ferramentas diagnósticas disponíveis e à panóplia de tratamentos que existem para dar o melhor tratamento aos doentes”, rematou.</p>
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		<item>
		<title>INSA comemora 125 anos com “foco inabalável na equidade e promoção da saúde”</title>
		<link>https://saudeoral.pt/insa-comemora-125-anos-com-foco-inabalavel-na-equidade-e-promocao-da-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Oct 2024 09:51:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Como podemos garantir que as futuras gerações poderão herdar um ambiente saudável e um sistema de saúde robusto? A resposta está no diálogo entre a sociedade e a ciência e, acima de tudo, no foco inabalável na equidade e na promoção da saúde das pessoas”, disse Fernando de Almeida durante a sessão de abertura do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Como podemos garantir que as futuras gerações poderão herdar um ambiente saudável e um sistema de saúde robusto? A resposta está no diálogo entre a sociedade e a ciência e, acima de tudo, no foco inabalável na equidade e na promoção da saúde das pessoas”, disse Fernando de Almeida durante a sessão de abertura do I Encontro de Saúde Pública do INSA Porto que hoje decorre no Cinema Batalha.</p>
<p>O Conselho Diretivo do INSA elogiou os vários departamentos do instituto, um organismo que, disse, “às vezes parece que está ali algures, mas a verdade é que sempre que é preciso aparece sempre e sempre há 125 anos”, e referiu que o que é feito no INSA “tem impactos em outras áreas”.</p>
<p>“O INSA, ao longo dos seus 125 anos, tem sido um baluarte da ciência e da promoção da saúde pública”, referiu.</p>
<p>Num encontro onde também foram assinalados os 70 anos do Centro de Saúde Pública Doutor Gonçalves Ferreira (CSPGF), Fernando de Almeida falou do papel deste centro “na vigilância epidemiológica e ambiental, na formação dos profissionais e na execução de atividades direcionadas às pessoas e à saúde pública”.</p>
<p>“Estamos aqui juntos para dar voz e palco à ciência e à saúde pública”, sintetizou.</p>
<p>A diretora do CSPGF, Raquel Duarte, em declarações aos jornalistas à margem do evento, explicou que este centro “está atrás de todo o diagnóstico da situação, monitorização e prevenção” relacionado com a saúde.</p>
<p>“Estamos nos bastidores do diagnóstico. Estamos sempre atentos. É essa atenção que traduz a nossa colaboração na saúde pública e a nossa intervenção na comunidade”, disse.</p>
<p>Questionada sobre se os meses de inverno obrigam a uma especial atenção, Raquel Duarte disse que a atenção acontece “durante todo o ano”.</p>
<p>“É no inverno agora com a gripe, COVID-19, mas também com as toxi-infeções alimentares, a qualidade da água e das areias na altura da época balnear. Nós trabalhamos o ano todo. Destes bastidores estão em ação o ano todo de forma a garantir que a comunidade tem saúde”, concluiu.</p>
<p>Na mesma sessão, a vereadora pelouro da Saúde e Qualidade de Vida, Juventude e Desporto da Câmara Municipal do Porto, Catarina Araújo, falou do Plano Municipal de Saúde da cidade, uma ferramenta de gestão municipal que identifica as necessidades em saúde com foco no potencial que já existe no território.</p>
<p>A autarca destacou que este plano também apresenta ações inovadoras e concretas, com caráter intersetorial e integrador, numa perspetiva essencialmente preventiva.</p>
<p>“Este programa local trabalha a literacia em saúde, em áreas fundamentais como são a acessibilidade aos recursos existentes e aos serviços disponíveis, a atividade física, a saúde mental, a saúde oral, e a alimentação equilibrada, sem esquecer a sustentabilidade”, disse.</p>
<p>Segundo Catarina Araújo, desde 2022, a Câmara do Porto desenvolveu mais de 150 atividades de capacitação, ao abrigo deste programa municipal, abrangendo mais de 18.000 pessoas.</p>
<p>O INSA comemora este ano 125 anos com um programa que terá como ponto alto, em 12 de novembro, o evento Dia do INSA.</p>
<p>O programa inclui a entrega do Prémio Ricardo Jorge em Saúde Pública 2024 e a apresentação do livro “INSA: 125 anos de compromisso com a saúde”.</p>
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		<item>
		<title>Tecnologia celular origina nova classe de materiais vivos</title>
		<link>https://saudeoral.pt/tecnologia-celular-origina-nova-classe-de-materiais-vivos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Sep 2024 11:51:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://saudeoral.pt/?p=21140</guid>

					<description><![CDATA[<p>Tal como acontece com os tecidos humanos durante o seu desenvolvimento, a criação de tecidos em laboratório costuma ser um processo lento, e depende das interações naturais entre as células para formar uma matriz de suporte. Contudo, uma equipa de investigadores do Grupo de Investigação COMPASS, que faz parte do CICECO &#8211; Instituto de Materiais [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tal como acontece com os tecidos humanos durante o seu desenvolvimento, a criação de tecidos em laboratório costuma ser um processo lento, e depende das interações naturais entre as células para formar uma matriz de suporte. Contudo, uma equipa de investigadores do Grupo de Investigação COMPASS, que faz parte do CICECO &#8211; Instituto de Materiais de Aveiro, liderada por João Mano, conseguiu modificar células humanas para se unirem, formando estruturas tridimensionais complexas designadas de “géis celulares”, independentemente do tipo de célula utilizado.</p>
<p>A inovação, recentemente publicada na prestigiada revista científica <em><a href="https://www.nature.com/nmat/" target="_blank" rel="noopener">Nature Materials</a></em>, possibilita a produção rápida e personalizada de estruturas semelhantes a tecidos e pode revolucionar a medicina regenerativa. Pedro Lavrador, Beatriz Moura, José Almeida Pinto, Vítor Gaspar e João Mano assinam o estudo.</p>
<p>A tecnologia, sob a qual foi efetuada um pedido de patente pela UA, é baseada em princípios de glicoengenharia celular, e tem como componente fundamental a química click bio-ortogonal, uma classe de reações químicas que podem ocorrer em sistemas biológicos sem interferir com os processos bioquímicos naturais, a qual foi recentemente reconhecida com o Prémio Nobel da Química em 2022.</p>
<p>&#8220;Desenvolvemos uma forma de modificar a superfície das células para que se liguem como um sistema ‘chave-fechadura’, permitindo a criação rápida de materiais celulares vivos e com propriedades semelhantes às dos tecidos humanos&#8221;, explicam os investigadores da UA.</p>
<p>Estas células são ‘programadas’ para se comportarem como blocos de construção e podem ser manipuladas e combinadas como se fossem peças de Lego vivas, criando assim tecidos adaptáveis a diferentes finalidades médicas, como reparação de órgãos danificados e, ainda, ‘máquinas vivas’ para aplicações industriais ou ambientais e desenvolvimento de novos alimentos.</p>
<p>“Um dos aspetos mais entusiasmantes desta tecnologia é que os materiais criados são realmente ‘vivos’ no sentido em que conseguem interpretar o seu ambiente e interagir ativamente com outros tecidos. Estes materiais têm a capacidade de se auto-reparar e de se reforçar mecanicamente ao longo do tempo, evoluindo de maneira semelhante à pele ou aos ossos&#8221;, afirma a equipa.</p>
<p>Como os materiais convencionais não são vivos, não possuem a capacidade de se mover por si próprios, não conseguem recuperar massa perdida, nem adaptar-se a diferentes contextos de forma instintiva. Por outro lado, a inovação portuguesa não só permite desenvolver materiais que incorporam estas capacidades biológicas, como também mostram um maior potencial terapêutico na regeneração de pele em comparação com hidrogéis tradicionais que contém células. Um aspeto que torna esta tecnologia particularmente promissora.</p>
<p>A simplicidade e escalabilidade são mais dois pontos fortes da tecnologia. &#8220;A nossa tecnologia não requer meios de cultura complexos, modificações genéticas ou equipamentos dispendiosos&#8221;, destacam os investigadores.</p>
<p>A equipa sublinha a acessibilidade e facilidade de implementação em diferentes laboratórios, o que pode facilitar a produção em larga escala.<br />
Além disso, a flexibilidade desta técnica “permite combinar diferentes tipos de células humanas para criar tecidos customizados e específicos para cada paciente&#8221;, salientam, reforçando o potencial desta inovação para a medicina regenerativa.</p>
<p>A descoberta representa assim um avanço significativo na bioengenharia de tecidos vivos em laboratório, onde será possível reparar tecidos humanos danificados, através de terapias celulares personalizadas.</p>
<p><strong>Os materiais já não são o que eram</strong></p>
<p>Desde sempre que os materiais são fundamentais para o desenvolvimento de utensílios e soluções para diferentes aplicações. Desde ferramentas mais simples até dispositivos extremamente sofisticados, destacam-se áreas como a microeletrónica, nanopartículas para aplicações em medicina ou estruturas usadas na indústria aerospacial.</p>
<p>Tradicionalmente, os materiais têm sido classificados com base nas suas características moleculares, como metais, cerâmicos ou polímeros (plásticos ou macromoléculas de origem natural). Contudo, e apesar de já terem sido desenvolvidos materiais capazes de alterar as suas propriedades no tempo e no espaço, ou com capacidade de responderem a estímulos externos, como alterações de temperatura ou exposição à luz, estes sistemas, desenhados para cumprirem funções previamente definidas e limitadas, são essencialmente inertes.</p>
<p>No mundo vivo, as células têm um comportamento bastante distinto. Neste universo, as células adaptam-se a múltiplas condições ambientais, produzem proteínas para comunicar e interagir entre si e dão origem, por exemplo, a órgãos ou a organismos complexos. No plano vivo, as células podem multiplicar-se, maturar, evoluir com o tempo e, mesmo, exibir um desempenho que pode ser programado ao nível dos genes.</p>
<p>A biologia é a plataforma de fabrico conhecida mais complexa de todas, tanto a nível molecular como à macro-escala. Neste sentido, a ‘biologização’ da ciência dos materiais, assume que a biologia possui propriedades intrínsecas que estão longe de serem alcançadas pelos materiais sintéticos feitos pelo homem, e pretende abrir caminho ao desenvolvimento de uma nova geração de materiais – os materiais ‘vivos’, com funcionalidades exóticas.</p>
<p>O conceito totalmente disruptivo, explorado pela equipa de investigação da UA, envolve a utilização desses sistemas vivos para fabricar dispositivos com propriedades totalmente novas, e capacidade de substituir os materiais convencionais em algumas aplicações mais exigentes.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://saudeoral.pt/tecnologia-celular-origina-nova-classe-de-materiais-vivos/">Tecnologia celular origina nova classe de materiais vivos</a> aparece primeiro em <a href="https://saudeoral.pt">Saúde Oral</a>.</p>
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		<title>SOL da Santa Casa celebra cinco anos com mais de 141 mil consultas gratuitas a crianças e jovens</title>
		<link>https://saudeoral.pt/sol-da-santa-casa-celebra-cinco-anos-com-mais-de-141-mil-consultas-gratuitas-a-criancas-e-jovens-de-71-nacionalidades/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Sep 2024 11:04:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Criado em 2019 pela Santa Casa, enquanto resposta complementar ao SNS, o SOL tem atualmente 19.553 utentes e é um equipamento inédito em Portugal que presta cuidados de Saúde Oral, isentos de custo para as famílias, a todas as crianças e jovens até aos 18 anos que residam no Concelho de Lisboa, independentemente da sua [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">Criado em 2019 pela Santa Casa, enquanto resposta complementar ao SNS, o SOL tem atualmente 19.553 utentes e é um equipamento inédito em Portugal que presta cuidados de Saúde Oral, isentos de custo para as famílias, a todas as crianças e jovens até aos 18 anos que residam no Concelho de Lisboa, independentemente da sua condição socioeconómica ou nacionalidade. Um dos seus grandes objetivos é melhorar os índices de Saúde Oral de bebés, crianças e adolescentes de Lisboa, através de consultas que se dividem entre Ortodontia, Endodontia, Cirurgia Oral, Dentisteria e Higiene Oral.</p>
<p style="font-weight: 400;">O SOL tem ainda uma componente de investigação, produzindo novos conhecimentos e abordagens científicas no âmbito da Saúde Oral. Até ao momento, trabalhou em 40 projetos de investigação, destacando-se o “Prevalence of Sleep Bruxism Reported by Parents/Caregivers in a Portuguese Pediatric Dentistry Service: A Retrospective Study”, publicado no <em>International Journal of Environmental Research and Public Health</em> em 2022, e o livro &#8220;Cadernos Técnicos: Saúde Oral Infantil”, que junta vários artigos dos vários clínicos do Serviço.</p>
<p><strong>Apresentação Científica no XLII Congresso da SPEMD – Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">“Prevalência de cárie na dentição decídua, num serviço odontopediátrico de Lisboa”</p>
<p style="font-weight: 400;">Foi o título da investigação, em forma de poster, apresentado pelo Serviço Odontopediátrico de Lisboa- Saúde Oral em Lisboa (SOL)</p>
<p><strong>Boas Práticas em Saúde Oral Pública | DGS  </strong></p>
<p style="font-weight: 400;">“Certificado de Reconhecimento Público”</p>
<p style="font-weight: 400;">O SOL foi distinguido e reconhecido “pelos relevantes serviços prestados à comunidade e pelo seu comprometimento em contribuir para a saúde da população” e dessa forma certificando o SOL como uma Boa Prática de Saúde Oral Pública.</p>
<p><strong>Caderno Técnico &#8211; Saúde Oral em Idade Pediátrica |Lançamento do CT na Feira do Livro de Lisboa</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">Inclui 6 novos artigos:</p>
<p style="font-weight: 400;">&#8211; Oligodontia: a propósito de um caso clínico</p>
<p style="font-weight: 400;">&#8211; Impacto do piercing na cavidade oral</p>
<p style="font-weight: 400;">&#8211; Fatores que contribuem para o consumo de açucares em idade escolar</p>
<p style="font-weight: 400;">&#8211; Considerações sobre a mordida aberta anterior com etiologia no uso prolongado da chupeta</p>
<p style="font-weight: 400;">&#8211; Prevalência de cárie no primeiro molar permanente numa população portuguesa com idade entre os 6 e 9 anos</p>
<p style="font-weight: 400;">&#8211; Estudo da perceção do cuidador sobre o estado de saúde num grupo de crianças e jovens</p>
<p><strong>Saúde Oral | Divulgado estudo do SOL sobre crianças migrantes do Afeganistão</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">“Estado da saúde oral num grupo de crianças/adolescentes migrantes do Afeganistão em Lisboa&#8221;</p>
<p style="font-weight: 400;">Foi o título da investigação, em forma de poster, feita a um grupo de crianças e jovens refugiados afegãos, apresentado pelo Serviço Odontopediátrico de Lisboa- Saúde Oral em Lisboa (SOL) no congresso da SPEMD &#8211; Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária.</p>
<p style="font-weight: 400;">A Santa Casa, com este investimento e modelo de assistência, alinha as prioridades de saúde oral e saúde pública, com a literacia e a investigação, com foco na prevenção da doença e no atendimento precoce, e mostra que este pode ser um dos caminhos para o acesso a uma resposta integral de cuidados de saúde oral.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://saudeoral.pt/sol-da-santa-casa-celebra-cinco-anos-com-mais-de-141-mil-consultas-gratuitas-a-criancas-e-jovens-de-71-nacionalidades/">SOL da Santa Casa celebra cinco anos com mais de 141 mil consultas gratuitas a crianças e jovens</a> aparece primeiro em <a href="https://saudeoral.pt">Saúde Oral</a>.</p>
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		<title>OMD quer “dignificar profissão” que registou 465 queixas em 2023</title>
		<link>https://saudeoral.pt/omd-quer-dignificar-profissao-que-registou-465-queixas-em-2023/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jul 2024 14:09:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os dados foram fornecidos pelo presidente cessante daquele conselho, Luís Filipe Correia, na tomada de posse dos órgãos sociais para 2024-2028, que decorreu hoje na Fundação Champalimaud, em Lisboa. De seguida, o novo presidente daquele órgão, João Aquino, assumiu que “dignificar a profissão” é o principal compromisso, antecipando que vai “propor alterações para sanar algumas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os dados foram fornecidos pelo presidente cessante daquele conselho, Luís Filipe Correia, na tomada de posse dos órgãos sociais para 2024-2028, que decorreu hoje na Fundação Champalimaud, em Lisboa.</p>
<p>De seguida, o novo presidente daquele órgão, João Aquino, assumiu que “dignificar a profissão” é o principal compromisso, antecipando que vai “propor alterações para sanar algumas inconsistências do código deontológico”.</p>
<p>No discurso como bastonário reeleito (em lista única), Miguel Pavão reafirmou a saúde oral como “serviço de utilidade pública”, recordando que “os tratamentos dentários continuam a ser uma miragem para muitos portugueses”.</p>
<p>Destacando que a medicina dentária é praticada “iminentemente” por jovens, “muitos a exercerem no exterior”.</p>
<p>Apostado em “prestigiar a formação dos médicos dentistas”, o bastonário adiantou que, nesse sentido, a Ordem se vai reunir, já na próxima semana, com o ministro da Educação, Ciência e Inovação.</p>
<p>O bastonário considerou ainda que o novo Governo deu “sinal” de que dará a importância devida à saúde oral, com “mais de seis mil clínicas” espalhadas pelo país.</p>
<p>“Está na hora de uma vez por todas pormos em marcha um pleno de saúde oral para os portugueses, um direito de todos”, apelou, dirigindo-se à ministra da Saúde, que falou na cerimónia.</p>
<p>Ana Paula Martins reconheceu “a injustiça evidente no acesso” aos cuidados de saúde oral em Portugal, sublinhando que “as desigualdades são inaceitáveis” e prometendo “tudo fazer para que todos os portugueses tenham as mesmas oportunidades”.</p>
<p>Em concreto, assumiu a prioridade de “facilitar” a atuação do setor convencionado, que enfrenta “muitas vezes barreiras e burocracias completamente evitáveis”.</p>
<p>Referindo-se concretamente ao licenciamento, disse que o Governo começará na segunda-feira a trabalhar com a Entidade Reguladora da Saúde para avaliar uma possível simplificação, “sem nunca pôr em causa a segurança das pessoas”.</p>
<p>A ministra adiantou que o Governo inverterá o atual modelo, como já o fez noutras áreas, nomeadamente na habitação: findo o prazo e na ausência de resposta dos reguladores, os projetos serão tacitamente aprovados, podendo haver uma inspeção ‘a posteriori’.</p>
<p>O Governo deve “facilitar e não atrapalhar”, sustentou Ana Paula Martins, reafirmando o compromisso de definir um novo programa de saúde oral até final do ano, como previsto no Programa de Governo.</p>
<p>Antes da tomada de posse dos novos órgãos sociais foram entregues bolsas a três médicas dentistas, uma no valor de 2.500 euros e duas de 1.250 euros.</p>
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		<item>
		<title>Dentistas debatem situação &#8220;muito grave” da profissão que está a levar à emigração</title>
		<link>https://saudeoral.pt/dentistas-debatem-situacao-muito-grave-da-profissao-que-esta-a-levar-a-emigracao-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jul 2024 13:41:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O “estado da classe” foi analisado na IV Reunião Nacional do Sindicato dos Médicos Dentistas (SMD), que decorreu no final de junho, no Porto, e que será aberto também aos estudantes de medicina dentária e aos estomatologistas. Em declarações à agência Lusa, o presidente do SMD adiantou que Portugal tem mais do dobro do rácio [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O “estado da classe” foi analisado na IV Reunião Nacional do Sindicato dos Médicos Dentistas (SMD), que decorreu no final de junho, no Porto, e que será aberto também aos estudantes de medicina dentária e aos estomatologistas.</p>
<p>Em declarações à agência Lusa, o presidente do SMD adiantou que Portugal tem mais do dobro do rácio de médicos dentistas definido pela Organização Mundial da Saúde, mas, ao mesmo tempo, é dos países da União Europeia que apresenta piores indicadores de Saúde Oral.</p>
<p>“Temos, neste momento, 850 habitantes por cada médico dentista e a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda 1.800 por cada médico dentista”, referiu João Neto, ao salientar que isso acontece quando 35% dos portugueses têm falta de seis ou mais dentes e 10% da população não tem mesmo nenhum dente.</p>
<p>Além disso, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) considera Portugal o terceiro país onde a população tem maior dificuldade de acesso aos cuidados de saúde oral, alertou o dirigente sindical, para quem “nunca houve um verdadeiro planeamento da saúde oral dos portugueses”.</p>
<p>“Existe um cheque-dentista que está obsoleto, há uma colocação de médicos dentistas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) que estão ilegais, com o próprio Estado a promover essa ilegalidade”, por falta de uma carreira profissional, realçou ainda João Neto.</p>
<p>Segundo referiu, 152 médicos dentistas que trabalham no SNS “estão ilegais”, uma vez que 22 estão como técnicos superiores, que é uma carreira administrativa, e os restantes 132 “estão como falsos recibos verdes”, com remunerações muito baixas.</p>
<p>Existem casos de “colegas que estão os cinco dias por semana, fazendo as sete horas por dia, e têm uma remuneração limpa de 300, 400 ou 600 euros”, lamentou o presidente do SMD.</p>
<p>Na última década, o número de médicos dentistas em Portugal aumentou significativamente, por falta de regulação, o que está a levar a que, todos os anos, mais de 600 médicos dentistas emigram para países com a França, Irlanda e Países Baixos, adiantou.</p>
<p>“Estamos a formar para exportar”, lamentou o presidente do sindicato, ao salientar que estão também a deixar o país profissionais com 20 ou 30 anos de experiência e não apenas os profissionais recém-formados.</p>
<p>Segundo dados da Ordem, no final de 2022, um total de 12.706 médicos dentistas tinham inscrição ativa para o exercício da profissão em Portugal, o que representava um crescimento de 3,8% em relação a 2021.</p>
<p>De acordo com os mesmos dados, o número de médicos dentistas com inscrição suspensa na Ordem bateu recordes em 2022. No total foram registados 2.077 profissionais nessa situação, a maioria dos quais (53,1%) suspendeu a inscrição para trabalhar no estrangeiro.</p>
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		<item>
		<title>Missão humanitária internacional vai prestar cuidados primários de Saúde Oral infantil no Quénia</title>
		<link>https://saudeoral.pt/missao-humanitaria-internacional-tem-como-objetivos-prestar-cuidados-primarios-de-saude-oral-infantil-no-quenia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jul 2024 10:24:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre adultos e crianças, nas regiões de Samburu e Nairobi, e em colaboração com três organizações não-governamentais: Sabache Project e Wongan Community Organization e a ADDHU responsável pelo Wanalea Children’s Home em Ongata Rongai, Nairobi: A Egas Moniz School of Health &#38; Science (https://www.egasmoniz.com.pt) é a maior universidade de saúde de Portugal, com mais de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre adultos e crianças, nas regiões de Samburu e Nairobi, e em colaboração com três organizações não-governamentais: <em>Sabache Project e Wongan Community Organization</em> e a ADDHU responsável pelo Wanalea Children’s Home em Ongata Rongai, Nairobi:</p>
<p>A Egas Moniz School of Health &amp; Science (https://www.egasmoniz.com.pt) é a maior universidade de saúde de Portugal, com mais de 50 cursos na área da Saúde. Definindo-se como uma Universidade Cívica, desenvolve neste momento cerca de 200 projetos de Responsabilidade Social e Ambiental em Portugal que foram decisivos para o seu posicionamento no 59.º lugar do Ranking Times Higher Education entre 1280 Universidades Mundiais, sendo também a segunda Faculdade nacional melhor classificada. Este ranking classifica as instituições universitárias em função da promoção do acesso à saúde de qualidade e bem-estar para todos, em todas as idades (ODS 3).</p>
<p>A Missão Samburu irá dividir-se em duas fases:</p>
<p>Fase 1: na região Samburu, de 1 a 15 de Agosto</p>
<p>Fase 2: na capital Nairobi, de 15 a 20 de Agosto</p>
<p>A região de Samburu, situada no Norte do Quénia, é das mais afetadas pela seca extrema que se sente desde 2011, a pior dos últimos 60 anos, a que se seguiram chuvas intensas que, desde Outubro de 2023, provocaram cheias devastadoras numa região já altamente fragilizada. Em Samburu, 70% da população vive abaixo do limiar de pobreza (fonte: Instituto Nacional de Estatísticas do Quénia) e 40 % não tem acesso a água potável, nem a cuidados de saúde primários, segundo a Organização Mundial de Saúde.</p>
<p>Populações de aldeias inteiras viram-se forçadas a migrar em busca de comida e milhares de pessoas já morreram por falta de condições básicas de vida. De acordo com relatos das ONGs locais, devido à escassez de alimentos, são frequentes os casos em que tanto organizações como as famílias se vêem forçadas a escolher entre alimentar crianças ou pessoas idosas. A seca prolongada dizimou 75 % do gado das aldeias, uma vez que não podiam ser alimentados pela severa falta de alimento resultante da seca, tornando as condições de subsistência desta população ainda mais insustentável.</p>
<p>Na primeira fase da missão, em Samburu, vamos trabalhar em 5 aldeias localizadas em torno do dispensário médico local, construído no centro de Samburu County.</p>
<p><strong>A missão tem como objetivos concretos:</strong></p>
<p>1. Instalar um poço junto ao dispensário médico e depósitos de água em cada uma das 5 aldeias;</p>
<p>2. Distribuir ajuda humanitária básica, nomeadamente rações de sobrevivência, arroz, farinha;</p>
<p>3. Prestar cuidados de saúde e saúde oral básicos, bem como fomentar literacia em saúde aos responsáveis de cada aldeia;</p>
<p>4. Tornar o dispensário médico criado na região central de Samburu um polo de atração de saúde, vida e esperança, equipando-o com material médico, consumíveis e medicamentos para ser eficaz.</p>
<p>Em Nairobi, na segunda fase da missão, em colaboração com a Associação de Defesa dos Direitos Humanos, trabalharemos no Centro de Acolhimento Wanalea – fundado há 15 anos pela Portuguesa Laura Vasconcellos, no rescaldo da guerra civil do Quénia. Este orfanato é hoje responsável por cerca de 35 crianças, também pela quebra de ciclos de pobreza nas vidas de centenas de crianças desde a sua fundação. Foi neste orfanato que, nos últimos 10 anos, o Prof. Dr. André Mariz de Almeida, realizou várias missões de responsabilidade social em saúde e Saúde Oral.</p>
<p>Centrar esforços em:</p>
<p>1. Continuar a seguir do ponto de vista de Medicina Dentária as 35 crianças;</p>
<p>2. Trabalhar na literacia em saúde oral e saúde geral;</p>
<p>3. Avaliar o efeito da formação em saúde oral e da aplicação de flúor nas escolas do bairro de lata de Soweto;</p>
<p>4. Tratar os dentes decíduos e definitivos das crianças do bairro de lata, com recurso a materiais de restauração.</p>
<p>Para cumprir esta missão com sucesso e contribuir de forma decisiva para a vida de todas as pessoas que nos propomos ajudar, necessitamos de material de três áreas:<br />
• Material médico – estetoscópios, medidores de pressão arterial, otoscópios, materiais médicos não-consumíveis variados;<br />
• Medicamentos – antibióticos, anti-inflamatórios, analgésicos, anestésicos, vacinas, entre outros;<br />
• Multivitamínicos e soro glicosado;<br />
• Alimentação básica: alimentos hipercalóricos para uso em situações de catástrofe; • Material para purificação e armazenamento de água – e.g. pastilhas purificadoras, reservatórios de armazenamento de água e bombas de extração de água para poços.<br />
Todos estes materiais são essenciais para a reconstrução de aldeias na região de Samburu e manutenção da vida de uma população de até 5000 pessoas a quem este apoio fará a diferença na sustentabilidade das suas vidas.</p>
<p>&#8220;Para que possamos cumprir esta Missão com sucesso, gostaríamos de poder contar com a vossa ajuda através da doação dos diferentes produtos que necessitamos ou doação de fundos que permitam fazer a compra dos produtos ou materiais que necessitamos, tornando-se Parceiros Humanitários da Missão Samburu 2024, e contribuindo de forma sustentada para a manutenção da vida em nesta região que tanto necessita&#8221;, lê-se em comunicado.</p>
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		<item>
		<title>Miguel Pavão eleito para segundo mandato como bastonário dos médicos dentistas</title>
		<link>https://saudeoral.pt/miguel-pavao-eleito-para-segundo-mandato-como-bastonario-dos-medicos-dentistas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Jun 2024 10:25:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De acordo com Estatuto da OMD, o bastonário é eleito por sufrágio direto, universal e secreto de entre todos os médicos dentistas com inscrição em vigor para um mandato com a duração de quatro anos. A lista candidata ao Conselho Deontológico e de Disciplina, encabeçada por João Aquino, recebeu 1.361 votos válidos, 147 votos brancos [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://saudeoral.pt/miguel-pavao-eleito-para-segundo-mandato-como-bastonario-dos-medicos-dentistas/">Miguel Pavão eleito para segundo mandato como bastonário dos médicos dentistas</a> aparece primeiro em <a href="https://saudeoral.pt">Saúde Oral</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com Estatuto da OMD, o bastonário é eleito por sufrágio direto, universal e secreto de entre todos os médicos dentistas com inscrição em vigor para um mandato com a duração de quatro anos.</p>
<p>A lista candidata ao Conselho Deontológico e de Disciplina, encabeçada por João Aquino, recebeu 1.361 votos válidos, 147 votos brancos e 435 nulos e inválidos, indica ainda a ata.</p>
<p>Já a candidatura ao Conselho de Supervisão, apresentada pelos médicos dentistas por Manuel Fontes de Carvalho e Teresa Alves Canadas, foi eleita com 1.401 votos válidos, 147 brancos e 395 nulos ou inválidos.</p>
<p>Os resultados foram anunciados a 9 de junho.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Recorde os vencedores dos Prémios Saúde Oral 2023 e saiba como candidatar-se à edição deste ano</title>
		<link>https://saudeoral.pt/recorde-os-vencedores-dos-premios-saude-oral-2023-e-saiba-como-condidatar-se-a-edicao-deste-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Apr 2024 12:27:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://saudeoral.pt/?p=20799</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os Prémios Saúde Oral 2024 visam destacar os profissionais promissores, as práticas e ideias mais inovadoras e os melhores produtos que se destacaram nas áreas da Medicina Dentária e Estomatologia, incluindo higienistas e outros profissionais do setor. E distinguir a carreira de uma personalidade reconhecida na área da Saúde Oral.  Recorde a talk com Sabina [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://saudeoral.pt/recorde-os-vencedores-dos-premios-saude-oral-2023-e-saiba-como-condidatar-se-a-edicao-deste-ano/">Recorde os vencedores dos Prémios Saúde Oral 2023 e saiba como candidatar-se à edição deste ano</a> aparece primeiro em <a href="https://saudeoral.pt">Saúde Oral</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Prémios Saúde Oral 2024 visam destacar os profissionais promissores, as práticas e ideias mais inovadoras e os melhores produtos que se destacaram nas áreas da Medicina Dentária e Estomatologia, incluindo higienistas e outros profissionais do setor. E distinguir a carreira de uma personalidade reconhecida na área da Saúde Oral.  Recorde a talk com <strong>Sabina Ramalho</strong>, <strong>Cassis Clay</strong> e<strong> João Malta Barbosa,</strong> vencedores dos Prémios Saúde Oral 2023.</p>
<p>A promoção da Saúde Oral e multidisciplinaridade envolvidas no trabalho em comunidade trazem uma gratificação e uma parceria institucional enriquecedora.</p>
<p>O objetivo é partilhar e dar aos pares a possibilidade de distinguir o trabalho inovador que é desenvolvido pelos profissionais e empresas. Os produtos que melhoram a seu quotidiano profissional. A inovação que marca a sua prática clínica. <a href="https://saudeoral.pt/trilhar-um-percurso-profissional-estimulado-pela-diferenciacao-e-novas-competencias/" target="_blank" rel="noopener">Reveja a conversa</a> com os vencedores da primeira edição dos Prémios Saúde Oral.</p>
<p>São três as categorias a concurso: <strong>Prémio Revelação</strong>, <strong>Prémio Inovação</strong>, <strong>Prémio Produto</strong>.</p>
<p>E uma categoria eleita de forma direta: <strong>Prémio Carreira</strong>.</p>
<p>As candidaturas decorrem até <strong>5 de junho de 2024</strong>.</p>
<p>As votações decorrem de <strong>7 junho de 2024</strong> a <strong>21 de junho de 2024</strong>. As votações encerram às 12h00 do dia 21 de junho de 2024.</p>
<p>Os vencedores das categorias a concurso serão anunciados no dia 27 de junho de 2024.</p>
<p>O regulamento está disponível para <strong><a href="https://saudeoral.pt/regulamento/">consulta</a></strong>.</p>
<p>As candidaturas devem ser submetidas online <a href="https://saudeoral.pt/formulario-premios/"><strong>aqui</strong></a>.</p>
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		<title>Miguel Leão e André de Sá Moreira distinguidos com Bolsa de Formação da OMD</title>
		<link>https://saudeoral.pt/andre-de-sa-moreira-e-miguel-leao-premio-distinguidos-com-bolsa-de-formacao-da-omd/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Aug 2023 10:25:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com natureza técnico científica, o Prémio traduz-se na concessão de financiamento, parcial ou total, à formação contínua do médico dentista, no âmbito da promoção da cultura e do conhecimento médico-dentário em todas as valências principais ou conexas ao exercício da profissão. Este prémio homenageia também João F.C. Carvalho, cujo trabalho e legado contribuíram de forma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com natureza técnico científica, o Prémio traduz-se na concessão de financiamento, parcial ou total, à formação contínua do médico dentista, no âmbito da promoção da cultura e do conhecimento médico-dentário em todas as valências principais ou conexas ao exercício da profissão.</p>
<p>Este prémio homenageia também João F.C. Carvalho, cujo trabalho e legado contribuíram de forma decisiva para a afirmação de MD em Portugal.</p>
<p>A entrega oficial desta bolsa decorreu por ocasião da apresentação do “Livro Branco da Medicina Dentária”, no dia 1 julho, enquadrado na celebração dos 25 anos da Ordem dos Médicos Dentistas, no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto.</p>
<p>Para Miguel Pavão, bastonário da OMD, esta foi uma “maneira particular e especial de comemorar”, ou seja, “entregámos o livro e duas bolsas de formação a dois jovens que vão continuar a perpetuar o legado de alguém sempre presente na memória deste livro”.</p>
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		<title>OMD quer registo obrigatório de clínicas para reforçar ação disciplinar</title>
		<link>https://saudeoral.pt/omd-quer-registo-obrigatorio-de-clinicas-para-reforcar-acao-disciplinar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Aug 2023 15:32:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“A jurisdição disciplinar da OMD sobre estas clínicas tem de ser acompanhada do registo obrigatório na ordem destas sociedades multidisciplinares. Um não funciona sem o outro”, alertou o bastonário, citado em comunicado. O objetivo deste apelo é garantir maior eficácia e rapidez na identificação de quem não cumpre princípios éticos e deontológicos da profissão de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“A jurisdição disciplinar da OMD sobre estas clínicas tem de ser acompanhada do registo obrigatório na ordem destas sociedades multidisciplinares. Um não funciona sem o outro”, alertou o bastonário, citado em comunicado.</p>
<p>O objetivo deste apelo é garantir maior eficácia e rapidez na identificação de quem não cumpre princípios éticos e deontológicos da profissão de médico dentista, aproveitando que está a decorrer na Assembleia da República o processo legislativo de alteração dos estatutos de várias ordens profissionais.</p>
<p>“Como podemos atuar disciplinarmente sobre uma entidade, se esta não está registada na ordem”, questionou ainda Miguel Pavão, bastonário da OMD, que se manifestou confiante de que os deputados vão aceitar a proposta apresentada pela ordem.</p>
<p>Na prática, a OMS pretende que fique consagrado nos seus novos estatutos um sistema de registo obrigatório de todas as sociedades de profissionais e multidisciplinares que prestem serviços de Medicina Dentária.</p>
<p>“Sem a criação deste registo, a OMD não terá instrumentos para efetivar o exercício das suas competências disciplinares”, alertou ainda a instituição, ao salientar que a criação deste mecanismo “poderia servir para mitigar os riscos de perpetuar a possibilidade de exercício da atividade por entidades não registadas, cuja composição é completamente desconhecida e sobre a qual não é possível atuar disciplinarmente”.</p>
<p>Só desta forma, defendeu a OMD, “será possível garantir o cumprimento dos princípios éticos e deontológicos da Medicina Dentária por parte destas entidades”.</p>
<p>Ao abrigo do regime jurídico atualmente em vigor, compete à ordem encaminhar para as entidades reguladoras todas as denúncias das quais não estejam identificados ou não seja possível identificar os médicos dentistas.</p>
<p>A recente alteração ao regime jurídico veio determinar que os sócios, gerentes ou administradores das sociedades, sem as qualificações profissionais exigidas para o exercício das profissões organizadas na associação pública profissional respetiva, fiquem vinculados aos deveres deontológicos.</p>
<p>&#8220;O objetivo da criação deste registo centralizado é assegurar a eficaz e célere identificação de sócios, gerentes ou administradores das aludidas entidades, para ser exercida, sempre que necessária, a competente ação disciplinar, garantindo assim o cumprimento dos deveres éticos e deontológicos da medicina dentária&#8221;, explicou a OMD.</p>
<p>Em julho, no último plenário com votações antes da pausa para férias, o PS aprovou isolado, na generalidade, duas propostas de lei do Governo relativamente ao funcionamento das ordens profissionais – reforma que tem sido criticada pela oposição e contestada pelas respetivas ordens.</p>
<p>Este trabalho continuará a ser feito pelos deputados, agora na especialidade, já depois de, em dezembro do ano passado, ter sido aprovado um decreto que alterou o regime jurídico das associações públicas profissionais, diploma que passou este ano pelo ‘crivo’ do Tribunal Constitucional, depois de ter sido enviado para o Palácio Ratton pelo Presidente da República.</p>
<h6>Fonte: Lusa</h6>
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		<item>
		<title>Região Norte terá 41 novos gabinetes de Medicina Dentária nos centros de saúde</title>
		<link>https://saudeoral.pt/regiao-norte-tera-41-novos-gabinetes-de-medicina-dentaria-nos-centros-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Jul 2023 09:36:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O XXIII Governo Constitucional pretende um Serviço Nacional de Saúde (SNS) cada vez mais justo e inclusivo, que responda às necessidades da população. A recente pandemia de COVID-19 evidenciou a importância de mantermos um serviço público de saúde forte, acessível a todos e tendencialmente gratuito, que assegure o direito fundamental à proteção da saúde, independentemente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>“O XXIII Governo Constitucional pretende um Serviço Nacional de Saúde (SNS) cada vez mais justo e inclusivo, que responda às necessidades da população. A recente pandemia de COVID-19 evidenciou a importância de mantermos um serviço público de saúde forte, acessível a todos e tendencialmente gratuito, que assegure o direito fundamental à proteção da saúde, independentemente da condição social, situação económica ou localização geográfica de cada um”, lê-se no diploma.</p>
<p>Em julho do ano passado, o Governo anunciou a criação de 130 novos gabinetes de Medicina Dentária nos centros de saúde e a requalificação ou adaptação de 193 instalações nos cuidados primários. Estes investimentos estão integrados no PRR, que prevê 475 milhões de euros para aumentar as respostas nos cuidados de saúde primários. Um grupo de trabalho criado em março para relançar a Saúde Oral no SNS, coordenado pela Direção Executiva do SNS, apresentou recentemente recomendações nesta área, nomeadamente a necessidade de reforço de recursos humanos.</p>
<h6>Fonte: SNS</h6>
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		<item>
		<title>Grupo de trabalho quer cheques-dentista emitidos na Linha Saúde 24</title>
		<link>https://saudeoral.pt/grupo-de-trabalho-quer-cheques-dentista-emitidos-na-linha-saude-24/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jul 2023 11:40:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No relatório “SNS Saúde Oral 2.0”, a que a Lusa teve acesso, o grupo de peritos prevê ainda que seja possível a referenciação direta para consulta de medicina dentária por enfermeiros, higienistas orais, médicos de saúde pública, ou médicos hospitalares responsáveis pela gestão e acompanhamento de utentes elegíveis, além dos médicos de Medicina Geral e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No relatório “SNS Saúde Oral 2.0”, a que a Lusa teve acesso, o grupo de peritos prevê ainda que seja possível a referenciação direta para consulta de medicina dentária por enfermeiros, higienistas orais, médicos de saúde pública, ou médicos hospitalares responsáveis pela gestão e acompanhamento de utentes elegíveis, além dos médicos de Medicina Geral e Familiar.</p>
<p>Para facilitar o acesso aos cuidados de saúde oral, os peritos recomendam que a emissão de cheques dentista seja alargada a todos os profissionais de saúde envolvidos na gestão da saúde oral das populações no contexto do Serviço Nacional de Saúde (SNS).</p>
<p>O objetivo, admitem, é “superar os 75% de taxa do uso dos cheques dentista”. Aliás, a pouca utilização dos cheques dentista em anos anteriores levou à criação de um grupo de trabalho para estudar a subutilização e reformular o programa.</p>
<p>Segundo dados divulgados no ano passado, em 2021 o cheque dentista foi utilizado por 400 mil crianças, mas 30 a 40% ficaram por utilizar.</p>
<p>Também o Barómetro da Saúde Oral 2022, divulgado em novembro do ano passado, concluiu que a utilização dos cheques dentista tem vindo a diminuir, sobretudo nas idades entre os 10 e os 15 anos.</p>
<p>Segundo o estudo, da Ordem dos Médicos Dentistas, 51,8% dos menores utilizaram o cheque dentista quando recorrem a uma consulta, menos 8,5 pontos percentuais relativamente a 2021.</p>
<p>&#8220;O cheque dentista é uma parte fundamental da capacidade de resposta assegurada pelo Serviço Nacional de Saúde à população. E, volto aqui a referir, a missão do Serviço Nacional de Saúde é garantir acesso, não é necessariamente, e de uma forma limitada, só garantir acesso a instituições de saúde públicas&#8221;, disse o coordenador do grupo de trabalho, Francisco Goiana da Silva, da Direção Executiva do SNS.</p>
<p>O especialista destacou esta &#8220;parceria com operadores privados&#8221;, sublinhando que &#8220;garante acesso&#8221; e que é esse acesso que se quer reforçar, tornando-o menos burocrático.</p>
<p>A este respeito, afirmou: &#8220;Deverá ser tão fácil como ligar para a Linha Saúde 24, dar o número de utentes do filho ou da criança que quer aceder a este cheque dentista e receber um cheque dentista desmaterializado no seu telemóvel&#8221;.</p>
<p>&#8220;O que queremos é que cada vez mais crianças usem o cheque dentista. Porque, ao usá-lo, vão permitir disponibilizar serviços e manter a capacidade de resposta para as outras franjas da população que não têm acesso a cheque dentista nos cuidados de saúde primários e nos cuidados de saúde hospitalares&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Agora, os peritos que prepararam o relançamento do programa de saúde oral sugerem que o grupo de trabalho que estudará a reformulação do programa dos cheques dentista possa alargar o acesso, atualizar a tabela de preços, os procedimentos abrangidos e os critérios de elegibilidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h6>Fonte: Lusa</h6>
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		<item>
		<title>Relançar o programa de Saúde Oral sugere 8,5 milhões para duplicar gabinetes e fixar 180 dentistas até 2026</title>
		<link>https://saudeoral.pt/relancar-o-programa-de-saude-oral-sugere-85-milhoes-para-duplicar-gabinetes-e-fixar-180-dentistas-ate-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jul 2023 11:32:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
		<category><![CDATA[higienistas orais]]></category>
		<category><![CDATA[Médicos Dentistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este financiamento, garantido através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), contempla diversas vertentes, entre elas a vinculação de, pelo menos, 150 higienistas orais, investimentos em infraestruturas/gabinetes de saúde oral no Serviço Nacional de Saúde (construção de novos e melhoramento dos atuais) e a revisão e melhoria dos sistemas de informação que dão suporte às [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este financiamento, garantido através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), contempla diversas vertentes, entre elas a vinculação de, pelo menos, 150 higienistas orais, investimentos em infraestruturas/gabinetes de saúde oral no Serviço Nacional de Saúde (construção de novos e melhoramento dos atuais) e a revisão e melhoria dos sistemas de informação que dão suporte às atividades de saúde oral.</p>
<p>Entre as 26 recomendações dos peritos para aumentar o acesso aos cuidados de saúde oral estão igualmente novas parceiras com municípios para “complementar a capacidade infraestrutural na área da saúde oral em áreas carenciadas”, assim como a criação de incentivos para a fixação de médicos dentistas.</p>
<p>“O objetivo é melhorar os indicadores de saúde oral que têm caracterizado a população portuguesa e que não têm comparado de forma muito positiva face a outras realidades, de outros países. A nossa visão é essa, usando todos os instrumentos necessários para mudar esta realidade”, explicou Francisco Goiana da Silva, da Direção Executiva do SNS (DE-SNS), que coordenou o grupo de trabalho.</p>
<p>A criação de Serviços de Saúde Oral (SSO), no contexto das Unidades Locais de Saúde (ULS), com uma direção única e constituídos por diferentes profissionais que atuam na saúde oral das populações, é outra das sugestões para melhorar o acesso aos cuidados de saúde oral.</p>
<p>“Esta transformação tem de tirar proveito da reorganização e da grande reforma que está em curso no próprio SMS, pela Direção Executiva, que é a conversão e a reorganização do Serviço Nacional de saúde no modelo de ULS”, disse Francisco Goiana da Silva, sublinhando que este modelo pretende “integrar cuidados de medicina dentária e estomatologia a nível hospitalar e cuidados de higiene oral e medicina dentária ao nível dos cuidados de saúde primários”.</p>
<p>Considerando tratar-se de uma proposta “absolutamente disruptiva”, o especialista explica: “Pela primeira vez, nós vamos ter um serviço que inclui médicos estomatologistas, médicos dentistas, higienistas orais, assistentes dentários e enfermeiros comprometidos com um objetivo para a Saúde Oral da população de toda uma região que será servida por uma ou ULS”.</p>
<p>O perito destaca igualmente, das 26 recomendações, a criação de um sistema de informação comum à operação e atividade de todos estes profissionais.</p>
<p>“De uma vez por todas, temos que ter dados para uma mesma população que são dados partilhados e que são dados acessíveis por todos os profissionais que trabalham com essa população, de acordo com a sua necessidade e com o nível de complexidade dos cuidados que prestam”, referiu.</p>
<p>&#8220;Temos de ter dados estandardizados, harmonizados e que comuniquem. Assim vamos conseguir fazer um muito melhor uso dos recursos”, acrescentou.</p>
<p>O relatório destes peritos, que será hoje apresentado, prevê também a realização de um Estudo Nacional da Saúde Oral, em articulação com o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.</p>
<p>Os peritos sugerem igualmente que sejam separadas as funções ligadas à área técnica e de elaboração de normas &#8211; atualmente assegurada pela DGS/Coordenação Nacional do Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral (PNPSO) – da responsabilidade da gestão do acesso e operações, criando uma Coordenação Nacional das Operações na área da Saúde Oral na estrutura orgânica da DE-SNS.</p>
<p>Na área dos recursos humanos, as recomendações vão para a criação da carreira especial de medicina dentária, a fixação de 180 dentistas e vinculação de, pelo menos, 150 higienistas orais, até 2026.</p>
<p>Defendem a fixação de “assistentes dentários essenciais ao acompanhamento da atividade de todos os consultórios de Medicina Dentária do SNS”.</p>
<p>Pretendem igualmente rentabilizar recursos, assegurando a utilização dos equipamentos existentes no SNS, pelo menos, 12 horas por dia, mediante partilha entre médicos dentistas e higienistas orais.</p>
<p>Quanto ao acesso, além de sugerirem o alargamento da emissão de cheques-dentista a outros médicos além dos de medicina geral e familiar, preveem a possibilidade de referenciação direta para consulta de medicina dentária por enfermeiros, higienistas orais, médicos de saúde pública ou médicos hospitalares que acompanhem utentes elegíveis, além dos médicos de família.</p>
<p>Na monitorização, defendem que devem ser assegurados mecanismos de medição/análise da produtividade dos profissionais e seus serviços, designadamente tempo de espera para consulta, número de utentes em lista de espera, utilização de recursos, número diário/semanal de consultas e procedimentos realizados, tempo de consulta, custo médio de consulta e custo médio de tratamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h6>Fonte: SNS</h6>
<p>O conteúdo <a href="https://saudeoral.pt/relancar-o-programa-de-saude-oral-sugere-85-milhoes-para-duplicar-gabinetes-e-fixar-180-dentistas-ate-2026/">Relançar o programa de Saúde Oral sugere 8,5 milhões para duplicar gabinetes e fixar 180 dentistas até 2026</a> aparece primeiro em <a href="https://saudeoral.pt">Saúde Oral</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>&#8220;Lei-Quadro das Ordens Profissionais, garantir a regulação idónea da prática”</title>
		<link>https://saudeoral.pt/lei-quadro-das-ordens-profissionais-garantir-a-regulacao-idonea-da-pratica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Jul 2023 09:56:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://saudeoral.pt/?p=19485</guid>

					<description><![CDATA[<p>Recordo com saudade uma notável conferência a que assisti, como Académico Emérito da Academia Nacional de Medicina de Portugal, na Reitoria da Universidade de Coimbra, feita pelo Professor Vital Moreira, notável constitucionalista, durante a reunião que a Academia Nacional de Medicina de Portugal leva a efeito na Primavera e cujo tema, na altura desconhecido, era [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Recordo com saudade uma notável conferência a que assisti, como Académico Emérito da Academia Nacional de Medicina de Portugal, na Reitoria da Universidade de Coimbra, feita pelo Professor Vital Moreira, notável constitucionalista, durante a reunião que a Academia Nacional de Medicina de Portugal leva a efeito na Primavera e cujo tema, na altura desconhecido, era o projeto de Lei das Ordens Profissionais.</p>
<p>Passaram mais de uma dúzia de anos e não esqueci a surpresa sentida ao ver a Lei que estava em preparação e que visava controlar as Ordens Profissionais. As fundamentações e o que estava previsto figurar na Lei, foi esclarecido por Vital Moreira. Como também indica Gomes Canotilho, as associações públicas (categoria a que pertencem as ordens profissionais) são formas de organização através das quais o Estado confere poderes públicos específicos, subordinando-as a um regime de direito publico que as subordina à tutela governamental.</p>
<p>No que se refere à organização e regime jurídico das Ordens Profissionais a Lei introduz diversas inovações, designadamente: democracia representativa, limitação de mandatos dos dirigentes, eleição de um conselho de supervisão independente com funções de fiscalização e funções disciplinares, um Provedor dos utentes, embora facultativo e exigências de transparência no governo das Ordens.</p>
<p>Na verdade, a exigência é que as Ordens não possam contestar o grau académico dos candidatos. Contudo, não se impede que avaliem o que elas próprias ensinam, bem como o aproveitamento do estágio profissional por elas exigido. O que não podem é examinar os candidatos à entrada na Ordem. O diploma obtido nas universidades é a autenticação válida.</p>
<p>A Autoridade da Concorrência chamada a colaborar no processo de revisão coloca os valores da livre concorrência acima dos valores da qualidade e segurança. O intuito parece ser a possibilidade do exercício da Medicina, sem a inscrição na Ordem dos Médicos.</p>
<p>Há um ano, o Governo desencadeou a revisão da Lei das Associações Públicas Profissionais que culminou com a aprovação da Lei n.º 12/2023, de 28 de março, conhecida como Lei-Quadro das Ordens Profissionais validada,  por unanimidade, no Tribunal Constitucional.</p>
<p>A Lei em referência permite uma excessiva e inexplicável intervenção do Governo nas Ordens dos Médicos e Médicos Dentistas, na sua capacidade para a autorregulação da profissão e na sua intervenção na defesa da Saúde, impondo a criação de órgãos disciplinares e de supervisão, que incluem personalidades não-médicas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Ordens Profissionais, situação em 2020</strong></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-19487" src="https://saudeoral.pt/wp-content/uploads/2023/07/ordemprofissionais-226x300.png" alt="" width="226" height="300" srcset="https://saudeoral.pt/wp-content/uploads/2023/07/ordemprofissionais-226x300.png 226w, https://saudeoral.pt/wp-content/uploads/2023/07/ordemprofissionais.png 681w" sizes="(max-width: 226px) 100vw, 226px" /></p>
<p>Na verdade, é o próprio Governo que está, excecionalmente, a rever a proposta dos novos estatutos e demais legislação aplicável ao exercício da profissão de cada uma das Ordens Profissionais.</p>
<p>No dia 13 de julho de 2021, o Conselho (ECOFIN) adotou a Decisão de Execução que aprova o PRR de Portugal, no valor de 16.6 mil milhões de euros para apoiar a economia portuguesa até 2026. Aí estão previstos investimentos essenciais, bem como um conjunto de reformas estruturais onde consta a revisão do regime jurídico das Ordens Profissionais, até ao final de 2022.</p>
<p>A revisão desta legislação é uma recomendação que a UE e a OCDE fazem há anos, sem sucesso. Não surpreende, por isso, que a UE tenha feito depender a transferência de verbas do PRR da sua concretização “coagindo”, por esta via, o País a implementar o que até agora, era uma recomendação.</p>
<p>A Lei prevê ainda a existência de um “Provedor de serviços” não médico e o estabelecimento de um órgão de supervisão para regular o exercício da profissão médica, presidido por um cidadão não médico e constituído maioritariamente por não médicos.</p>
<p>Para exercer a sua missão, o Provedor passa a ser membro por inerência do órgão de supervisão, embora sem direito a voto.</p>
<p>A Lei em preparação, está a gerar reações nalgumas áreas, nomeadamente a jurídica e a da Saúde, principalmente em Medicina e Medicina Dentária.</p>
<p>Em conferência de imprensa, que contou com a presença da Sr.ª<strong> Ministra Adjunta, Ana Catarina Mendes,</strong> do <strong>Ministro da Saúde, Manuel Pizarro</strong> e outros membros do Governo, o Executivo garantiu que esta “reforma é muito importante” por visar promover a transparências nas diversas ordens profissionais, tendo como objetivos eliminar barreiras no acesso à profissão e combater a precariedade. Também foi anunciado que vão terminar os estágios gratuitos, passando a ser obrigatória a remuneração do estágio, que nunca poderá ser inferior a 950 euros.</p>
<p>O Sr. Ministro da Saúde afirmou que os Conselhos de Supervisão, previstos nos novos estatutos das ordens profissionais <strong>serão compostos por 40% de elementos inscritos na respetiva ordem</strong>, <strong>outros 40% oriundos das instituições académicas</strong> “que conduziram à formação das pessoas que estão inscritas na ordem&#8221; e <strong>os restantes 20% escolhidos entre personalidades de reconhecido mérito não inscritas nas Ordens</strong>.</p>
<p>Todos serão escolhidos e votados pelos membros da ordem. A escolha será &#8220;livre e democrática&#8221;.</p>
<p>No caso da Ordem dos Médicos o novo órgão, Conselho de Supervisão conta com 15 elementos e vai integrar seis médicos (40%) com inscrição em vigor e eleitos, por lista, pelos médicos inscritos na Ordem.</p>
<p>Outros seis elementos (40%) “oriundos de estabelecimentos de ensino superior que habilitem academicamente o acesso à profissão médica”, não inscritos na Ordem dos Médicos. Serão também eleitos pelos médicos, por sufrágio universal.</p>
<p>Por último, o novo órgão incluirá três personalidades de reconhecido mérito, “com conhecimentos e experiência relevantes para a atividade da ordem, não inscritos” e que serão cooptados e eleitos pelos restantes membros, por voto secreto.</p>
<p>A proposta de lei que seguiu para o parlamento altera os estatutos nas seguintes ordens:</p>
<ul>
<li>Ordem dos Médicos Dentistas</li>
<li>Ordem dos Médicos</li>
<li>Ordem dos Engenheiros</li>
<li>Ordem dos Notários</li>
<li>Ordem dos Enfermeiros</li>
<li>Ordem dos Economistas</li>
<li>Ordem dos Arquitetos</li>
<li>Ordem dos Engenheiros Técnicos</li>
<li>Ordem dos Farmacêuticos</li>
<li>Ordem dos Advogados</li>
<li>Ordem dos Revisores Oficiais de Contas</li>
<li>Ordem dos Solicitadores e dos Agentes de Execução.</li>
</ul>
<p>O Conselho de Ministros decidiu ainda juntar numa proposta de lei única, as alterações agora aprovadas e as já aprovadas em maio, relativas às restantes oito ordens profissionais.</p>
<p>A proposta do Estatuto da Ordem dos Médicos apresentada pelo Governo (decorrente da Lei-Quadro das Ordens Profissionais aprovada no Parlamento em dezembro 2022), foi objeto de uma prudente negociação com a direção da Ordem dos Médicos tendo sido possível obter importantes consensos:</p>
<p>– <u>A obrigatoriedade de inscrição na Ordem dos Médicos, para o exercício da medicina em Portugal vai manter-se</u>,</p>
<p>– <u>Só aos médicos será permitida a execução dos atos próprios da profissão médica</u>;</p>
<p>– <u>Manutenção do internato médico para a formação especializada</u>;</p>
<p>– <u>Os médicos em formação serão sempre os médicos internos e não estagiários</u>:</p>
<p>–<u>Inclusão na publicação da Lei do Ato Médico.</u></p>
<p>Aguardemos, ansiosamente, a publicação dos novos estatutos no fim de julho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://saudeoral.pt/lei-quadro-das-ordens-profissionais-garantir-a-regulacao-idonea-da-pratica/">&#8220;Lei-Quadro das Ordens Profissionais, garantir a regulação idónea da prática”</a> aparece primeiro em <a href="https://saudeoral.pt">Saúde Oral</a>.</p>
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		<item>
		<title>&#8220;Livro Branco da Medicina Dentária&#8221; aponta estratégias para formação, (des)emprego e acesso universal à Saúde Oral</title>
		<link>https://saudeoral.pt/livro-branco-da-medicina-dentaria-aponta-estrategias-para-formacao-desemprego-e-acesso-universal-a-saude-oral/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jul 2023 17:12:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
		<category><![CDATA[Médicos Dentistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem são os médicos dentistas a trabalhar em Portugal? Onde trabalham e em que condições e o fenómeno de emigração na profissão? As políticas de Saúde Oral em Portugal? A relação da Medicina Dentária com a saúde geral? O impacto social e combate às desigualdades sociais no investimento da Medicina Dentária? A evolução da profissão [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quem são os médicos dentistas a trabalhar em Portugal? Onde trabalham e em que condições e o fenómeno de emigração na profissão? As políticas de Saúde Oral em Portugal? A relação da Medicina Dentária com a saúde geral? O impacto social e combate às desigualdades sociais no investimento da Medicina Dentária? A evolução da profissão e a investigação da Medicina Dentária em Portugal? Estas e tantas outras perguntas estão respondidas detalhadamente no &#8220;Livro Branco da Medicina Dentária&#8221;.</p>
<p>“Quando se questiona o papel das ordens profissionais com poderes e competências delegados pelo Estado, a edição deste livro é um contributo da OMD uma reflexão para o desenvolvimento do pais e na melhoria das suas politicas. O investimento em cuidados de saúde oral, nunca pode ser visto como um custo, mas como um investimento, com ganhos em saúde geral e benefícios de impacto social”, afirma Miguel Pavão, bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas.</p>
<p>A sessão de apresentação do “Livro Branco da Medicina Dentária” contou com a presença do Ministro da Saúde, Dr. Manuel Pizarro. Nesta ocasião, foi também entregue o Prémio Bolsa de Formação da Ordem dos Médicos Dentistas a João F. C. Carvalho.</p>

<a href='https://saudeoral.pt/livro-branco-da-medicina-dentaria-aponta-estrategias-para-formacao-desemprego-e-acesso-universal-a-saude-oral/ordem-dos-medicos-dentistas/'><img decoding="async" width="300" height="200" src="https://saudeoral.pt/wp-content/uploads/2023/07/0043_ORDEM_DENTISTAS_010723-300x200.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt="" srcset="https://saudeoral.pt/wp-content/uploads/2023/07/0043_ORDEM_DENTISTAS_010723-300x200.jpg 300w, https://saudeoral.pt/wp-content/uploads/2023/07/0043_ORDEM_DENTISTAS_010723-768x511.jpg 768w, https://saudeoral.pt/wp-content/uploads/2023/07/0043_ORDEM_DENTISTAS_010723.jpg 1000w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>
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		<item>
		<title>Sindicato dos Médicos Dentistas convoca manifestação na Assembleia da República</title>
		<link>https://saudeoral.pt/sindicato-do-medicos-dentistas-convoca-manifestacao-na-assembleia-da-republica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jun 2023 13:50:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
		<category><![CDATA[Médicos Dentistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No decurso das duas últimas décadas e meia temos assistido a um agravamento da precariedade e ao surgimento de novos e graves problemas que arrastaram a profissão de Médico Dentista para o pântano onde atualmente se encontra. A origem deste imperecível sufoco tem várias ramificações com o número excessivo de profissionais logo à cabeça. A [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No decurso das duas últimas décadas e meia temos assistido a um agravamento da precariedade e ao surgimento de novos e graves problemas que arrastaram a profissão de Médico Dentista para o pântano onde atualmente se encontra.</p>
<p>A origem deste imperecível sufoco tem várias ramificações com o número excessivo de profissionais logo à cabeça.</p>
<p>A passividade que nós, Médicos Dentistas, temos dedicado ao bem-estar, ao reconhecimento de mérito e da idoneidade, à progressão do exercício profissional e, à integração do lugar que nos é devido em todos os aspectos na sociedade tem propiciado a degradação da profissão.</p>
<p>Por outro lado, é notória a desinformação e o desinteresse que as entidades governamentais e políticas demonstram sobre todas as matérias relacionadas com a nossa classe, levando a que instituições específicas que coordenam a nossa atividade nos esqueçam e coloquem em segundo ou terceiro plano.</p>
<p>O sentimento generalizado nos elementos que governam a nossa sociedade é de que ninguém sabe e, ninguém quer saber da Medicina Dentária e dos Médicos Dentistas em Portugal.</p>
<p>Urge colocar a Medicina Dentária na ordem do dia e, por isso, o Sindicato dos Médicos Dentistas tomou a iniciativa de organizar uma manifestação na Assembleia da República com o principal propósito de nos fazermos ouvir enquanto classe unida, alertar para a nossa fatual necessidade e indispensabilidade no coletivo social.</p>
<p>Queremos levar uma agenda à AR com cinco pontos essenciais que, pela sua premência para a profissão ou pela sua projeção mediática, representam a abertura para a discussão de vários outros temas com os vários intervenientes do Governo.</p>
<p>1 – Criação da carreira especial de Médico Dentista no SNS</p>
<p>2 – Regulamentação dos planos de saúde</p>
<p>3 – Reformulação do “cheque dentista”.</p>
<p>4 – Diminuição imediata dos Numerus Clausus e impedir a abertura do novo curso de Medicina Dentária</p>
<p>5 &#8211; Alteração da Legislação da Publicidade em Saúde: tolerância zero</p>
<p>O SMD como qualquer movimento associativo depende da força dos números, por isso apelamos aos colegas que queiram verdadeiramente participar e que não faltem para se inscreverem no Google Forms que está disponível: https://forms.gle/hZmPboijuQcR1jVm9</p>
<p>Só assim poderemos realizar uma manifestação eficaz, ordeira e produtiva. Não existe nenhuma razão para não comparecer.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Tratar a expansão maxilar através da ortodontia intercetiva</title>
		<link>https://saudeoral.pt/tratar-a-expansao-maxilar-atraves-da-ortodontia-intercetiva/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jun 2023 12:51:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Através da ortodontia intercetiva, como explica Inês Francisco, os médicos dentistas pretendem “minimizar as maloclusões que se vão desenvolvendo, atuando com mais precocemente possível”. Com este tipo de ortodontia faseada, como afirma, “o que fazermos é diminuir a complexidade dos tratamentos e restabelecer o crescimento craniofacial”. A palestra apresentada nas Jornadas, a docente de Ortodontia [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Através da ortodontia intercetiva, como explica Inês Francisco, os médicos dentistas pretendem “minimizar as maloclusões que se vão desenvolvendo, atuando com mais precocemente possível”. Com este tipo de ortodontia faseada, como afirma, “o que fazermos é diminuir a complexidade dos tratamentos e restabelecer o crescimento craniofacial”.</p>
<p>A palestra apresentada nas Jornadas, a docente de Ortodontia focou-se na expansão maxilar, sendo esta maloclusão “das mais prevalentes a nível da população”, importa por isso que os estudantes de medicina dentária consigam reconhecer este tipo de maloclusão, de modo a que possam, como afirma Inês Francisco, aplicar a “ortodontia intercetiva e evitar problemas futuros de maloclusão futuros”.</p>
<p>A propósito do auxílio proporcionado pelas as novas tecnologias para um diagnóstico e abordagens adequadas, a docente de Coimbra, reconhece as grandes vantagens. Nomeadamente, a evolução registada na área “da confeção da aparatologia”, e outros benefícios relacionados não só ao nível da patologia, mas também no diagnóstico.</p>
<p>A este respeito, Inês Francisco dá nota da grande disponibilidade atual de “aplicaticos, que são de fácil acesso, quer para os doentes, quer para os clínicos”, que permitem um diagnóstico correto, assim como delinear “o melhor plano de tratamento e motivar o nosso doente a participar no nosso tratamento”, salienta.</p>
<p>Contudo, deixa como nota, a necessidade de mais investigação e estudos que permitam “aliar as novas tecnologias ao nosso diagnóstico e plano de tratamento”.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>“São procedimentos validados pela literatura e com bons resultados na prática clínica”</title>
		<link>https://saudeoral.pt/sao-procedimentos-validos-pela-literatura-e-com-bons-resultados-na-pratica-clinica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jun 2023 08:40:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina Dentária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A sessão foi palco de debate das principais diferenças entre as duas técnicas, começa por afirmar o médico, explicando, desde logo, que dois os procedimentos “têm bons resultados e, por isso, são ambos válidos”. “Estas técnicas clássicas diferem significativamente”, aponta. “Apesar de, atualmente, não existirem muitos estudos que os comparem, são válidas de acordo com [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A sessão foi palco de debate das principais diferenças entre as duas técnicas, começa por afirmar o médico, explicando, desde logo, que dois os procedimentos “têm bons resultados e, por isso, são ambos válidos”.</p>
<p>“Estas técnicas clássicas diferem significativamente”, aponta. “Apesar de, atualmente, não existirem muitos estudos que os comparem, são válidas de acordo com a literatura”, dados confirmados na prática, por isso “a escolha clínica parte da experiência do próprio médico”.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://saudeoral.pt/sao-procedimentos-validos-pela-literatura-e-com-bons-resultados-na-pratica-clinica/">“São procedimentos validados pela literatura e com bons resultados na prática clínica”</a> aparece primeiro em <a href="https://saudeoral.pt">Saúde Oral</a>.</p>
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		<title>OMD quer participar em políticas de saúde que conduzam a mudanças comportamentais</title>
		<link>https://saudeoral.pt/omd-quer-participar-em-politicas-de-saude-que-conduzam-a-mudancas-comportamentais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Jun 2023 14:08:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Os programas de Saúde Oral e os médicos dentistas devem ser aproveitados para uma vertente de promoção de hábitos saudáveis, nomeadamente na alteração da mudança comportamental e de fatores de risco”, disse Miguel Pavão, a propósito do Dia Mundial Sem Tabaco, que se assinalou na quarta-feira, 31 de maio. O bastonário lamentou que estas valências [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>“Os programas de Saúde Oral e os médicos dentistas devem ser aproveitados para uma vertente de promoção de hábitos saudáveis, nomeadamente na alteração da mudança comportamental e de fatores de risco”, disse Miguel Pavão, a propósito do Dia Mundial Sem Tabaco, que se assinalou na quarta-feira, 31 de maio.</p>
<p>O bastonário lamentou que estas valências não sejam utilizadas pelas autoridades de saúde, relatando que o que acontece é que “os médicos dentistas o fazem por livre e espontânea vontade” para dar um maior acompanhamento aos doentes.</p>
<p>Falando da sua experiência, Miguel Pavão contou que tem muitos doentes que deixaram de fumar durante os processos de tratamento. “Estou a falar de doentes que fumavam três maços de cigarro por dia, ainda hoje me agradecem”.</p>
<p>No entanto, insistiu, “não há estímulo nenhum a que as políticas de saúde utilizem os médicos dentistas”, por exemplo, na prevenção do consumo do tabaco que está muito ligado a muitas patologias de Saúde Oral, como a doença periodontal, a leucoplasia e o cancro oral, que mata cerca de mil pessoas por ano em Portugal, e cujo risco aumenta 38 vezes se a pessoa fumar e consumir álcool regularmente.</p>
<p>Neste sentido, Miguel Pavão citou dados do Instituto Nacional de Estatística relativos a 2022 que indicam que 20% da população portuguesa maior de 16 anos consome bebidas alcoólicas diariamente e 14,1% fuma todos os dias.</p>
<p>“Só 40% das pessoas que têm cancro oral é que sobrevivem mais de 5 anos”, observou, alertando também para os riscos da “leucoplasia, uma lesão branca que tem uma potencialidade de se tornar maligna, que num fumador acontece seis vezes mais do que numa pessoa que não fume”.</p>
<p>Comentando as alterações à Lei do Tabaco, o bastonário salientou que a Ordem, “apesar da polémica”, está “ao lado desta legislação e do Governo”, mas considerou que “Portugal podia ter sido muito mais restritivo”.</p>
<p>“Este processo não é novo e aquilo que se tornou polémico há uns anos trouxe muitos direitos à população, em benefício de todos”, afirma, frisando que ao tornar as populações mais saudáveis, os sistemas de saúde também são mais sustentáveis.</p>
<p>Por isso, defendeu que os dentistas “apoiam fortemente” qualquer iniciativa que tenha por objetivo melhorar a Saúde Oral dos portugueses e os seus fatores de risco porque, sublinhou, “apesar do aumento da prevenção e de muita informação por parte dos pacientes, a verdade é que as consequências continuam a ser muito graves e muito danosas para a população”, a nível económico, social e da saúde.</p>
<p>“O tabaco é das principais causas de morte que poderia ser evitada no mundo e na Europa e, por isso, é que se compreende que o Governo queira ir mais longe”, afirmou, rematando: “Não há nenhum profissional de saúde que, na sua essência, possa contrariar esta tendência, independentemente da contestação que alguns, numa vertente chamar-lhe-ia mais moralista, possam tentar encontrar naquilo que são as suas liberdades individuais”.</p>
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		<title>Atualizar, proteger e esclarecer: o papel ativo do SMD em reunião</title>
		<link>https://saudeoral.pt/atualizar-proteger-e-esclarecer-o-papel-ativo-do-smd-em-reuniao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Ajuda]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 May 2023 13:56:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A 3.ª edição segue os moldes das anteriores com “duas vertentes, uma científica e uma laboral”, começa por frisar Ricardo Ferreira, reconhecendo, como presidente da presente edição, que na vertente científica procuraram discutir “todas as áreas de interesse de trabalho”, como sejam Endodontia, Dentisteria, Ortodontia, Odontopediatria, Reabilitação Oral e Cirurgia. Na vertente laboral, o presidente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A 3.ª edição segue os moldes das anteriores com “duas vertentes, uma científica e uma laboral”, começa por frisar Ricardo Ferreira, reconhecendo, como presidente da presente edição, que na vertente científica procuraram discutir “todas as áreas de interesse de trabalho”, como sejam Endodontia, Dentisteria, Ortodontia, Odontopediatria, Reabilitação Oral e Cirurgia.</p>
<p>Na vertente laboral, o presidente do encontro destaca a Formação para Responsáveis de Proteção Radiológica nível II. “Um curso de atualização que incide precisamente num dos grandes problemas atuais da Medicina Dentária”, e onde o sindicato tem um papel ativo e como objetivo principal proteger e ajudar os colegas”.</p>
<p>“Vamos fazer o melhor para que todos se sintam bem, gostem, possam usufruir e tirar o máximo partido deste evento”, reitera Ricardo Ferreira, como objetivo final do encontro. Em tom de conclusão, partilha que a reunião é de caráter gratuito e destinado a estomatologistas, médicos dentistas e alunos de Medicina Dentária.</p>
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		<title>Higienistas orais debatem prática clínica, fiscalidade e sustentabilidade</title>
		<link>https://saudeoral.pt/higienistas-orais-debatem-pratica-clinica-fiscalidade-e-sustentabilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 May 2023 12:33:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Editor]]></category>
		<category><![CDATA[Higiene Oral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desta forma, defendeu ser fundamental conhecer as características clínicas e radiográficas peri-implantares. Os higienistas, como aqueles profissionais que muitas vezes têm uma primeira abordagem ao doente, devem ter em atenção a “higiene oral deficiente e fatores que favoreçam a acumulação de PB (cimento residual, desenho da prótese, características do implante) e também doenças sistémicas, como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desta forma, defendeu ser fundamental conhecer as características clínicas e radiográficas peri-implantares. Os higienistas, como aqueles profissionais que muitas vezes têm uma primeira abordagem ao doente, devem ter em atenção a “higiene oral deficiente e fatores que favoreçam a acumulação de PB (cimento residual, desenho da prótese, características do implante) e também doenças sistémicas, como diabetes mellitus e ainda o tabaco que altera o microbioma da região peri-implantar”.</p>
<p>O diagnóstico pode ser feito através de um exame visual ou com recurso a sondagem. No primeiro caso, quando se visualiza a ausência de inflamação pode dizer-se que existe saúde peri-implantar.</p>
<p>Helena Franco abordou na sua intervenção a terapia peri-implantar não cirúrgica. A especialista relembrou que “todas as situações de tratamento de doença peri-implantar devem incluir procedimentos de limpeza mecânica profissional e informações e instruções sobre medidas de higiene oral adequadas ao paciente”.</p>
<p>Em conclusão, Helena Franco disse que no caso da mucosite e da peri-implantite, a maior parte dos estudos in vivo utiliza combinações empíricas dos vários agentes químicos, não mostrando nenhum método mais eficaz que o outro.</p>
<p>Existe consenso que a remoção mecânica do biofilme no tratamento da peri-implantite deve ser suplementada pela descontaminação química, laser ou jato de partículas.</p>
<p>A fiscalidade foi outro dos temas abordados. Uma grande parte dos profissionais deste setor é trabalhador independente e as questões ficais fazem parte do seu quotidiano e podem ocupar algum tempo, bem como suscitar dúvidas. Qual o regime fiscal em que deve ser integrado, quais as obrigações, isenção de IVA ou de Segurança Social, quais as condições foram alguns dos temas abordados.</p>
<p>A sustentabilidade esteve também presente no Congresso da APHO porque é cada vez mais um tema presente uma vez que a saúde tem um peso grande na emissão de gases com efeito de estufa e criação de resíduos. A prevenção é uma das melhores estratégias também para diminuir o impacto no ambiente porque uma saúde oral acompanhada vai diminuir a necessidade de tratamentos e a consequente utilização de mais equipamentos e criação de resíduos.</p>
<p>O segundo dia de congresso abordou também alguns temas relacionados com a prática clínica e à semelhança do primeiro dia houve também uma palestra sobres questões um pouco mais transversais como seja o papel do higienista oral na deteção dos sinais de violência doméstica.</p>
<p><strong> </strong></p>
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