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	<title>Arquivo de Entrevista - Saúde Oral</title>
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	<title>Arquivo de Entrevista - Saúde Oral</title>
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		<title>Estudos a largo prazo: A Implantologia sem peri-implantite é uma realidade</title>
		<link>https://saudeoral.pt/estudos-a-largo-prazo-a-implantologia-sem-peri-implantite-e-uma-realidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Sep 2024 12:04:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Saúde Oral (SO) &#124; Em Zurique, na primavera de 2024, foi-nos apresentado um estudo impactante com dados a longo termo. Na sua opinião é mesmo possível prevenir a peri-implantite? Marco Waldner (MW) &#124; Sim, os implantes Patent™ são o primeiro sistema de implantes dentários que demonstraram com 2 estudos a longo prazo que a peri-implantite [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Saúde Oral (SO) | Em Zurique, na primavera de 2024, foi-nos apresentado um estudo impactante com dados a longo termo. Na sua opinião é mesmo possível prevenir a peri-implantite?</strong></p>
<p><strong>Marco Waldner (MW) |</strong> Sim, os implantes Patent<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2122.png" alt="™" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> são o primeiro sistema de implantes dentários que demonstraram com 2 estudos a longo prazo que a peri-implantite pode ser prevenida. O dado único do estudo da Dra. Sofia Karapataki pela Universidade Médica de Gratz, foi de que mesmo pacientes com fatores de risco tais como doenças sistémicas e/ ou crónicas &#8211; ncluindo diabetes, periodontite e fumadores inveterados- não desenvolveram peri-implantite ao longo de um período de seguimento até 12 anos ². Isto demonstra que com as mais recentes técnicas, sim é possível eliminar a peri-implantite da prática diária.</p>
<p><strong>SO | Estes resultados podem também ser conseguidos com outras tecnologias?</strong></p>
<p><strong>MW |</strong> De acordo com S3 Guidelines da EFP de Herrera et al. (June 2023), 22% dos implantes são afetados pela peri-implantite ³. Estamos a falar em um em cada 5 implantes colocados! A peri-implantite é altamente prevalecente. Também de acordo com as guidelines , gerir a peri-implantite é desafiador, imprevisível e com significativa morbidade. Adicionalmente, são reportados valores alarmantes de peri-mucosite , a infecção crónica que precede o aparecimento da peri-implantite. Portanto, resumindo, a meu conhecimento, estes resultados não são observáveis com outras tecnologias. Segundo sei, não existem estudos científicos a longo prazo que mostrem resultados similares com outros sistemas de implantes dentários.</p>
<p>É importante compreender que a peri-implantite é irreversível. O que sabemos atualmente com os sistemas de tratamento atuais, a neoformação de osso na superfície inicialmente exposta à peri-implantite nunca pode ser conseguida ⁴, ⁵. Por isso, o nosso foco incide na prevenção &#8211; usando um novo conceito e tecnologias.</p>
<p><strong>SO | Prevenir a peri-implantite: a expressão acima mencionadas “estudos a longo prazo” sugere que tal é possível com os implantes Patent<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2122.png" alt="™" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />. Mas qual é a razão de tal resultado?</strong></p>
<p><strong>MW |</strong> A Chave para este resultado é o colar mucofílico , trans mucoso que é parte integrante do implante Patent <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2122.png" alt="™" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />. Nesta parte do implante, nós tivemos de optimizar a topografia para a melhor adesão do tecido mole. Resultando, numa ligação firme entre a superfície do implante Patent e os tecidos moles, atuando como uma barreira defensiva eficaz contra a placa bacteriana.</p>
<p>O que também é crucial é que o sistema Patent<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2122.png" alt="™" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> foi desenhado de forma a que não exista micro-gap a nível subgengíval . Os sistemas de implantes mais convencionais possuem estes microgaps, que permitem um ponto de entrada para as bactérias e que difícultam o de controle ou manutenção devido ao seu posicionamento quer no tecido mole quer ao nível ósseo. Em contraste, a conexão de prótese e a margem da coroa da Patent<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2122.png" alt="™" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> estão deliberadamente posicionadas numa zona acessível e de fácil higienização e limpeza diária e check-ups. O resultado desta combinação é: nenhuma peri-implantite a longo prazo.</p>
<p><strong>SO | Qual é a sua conclusão?</strong></p>
<p><strong>MW |</strong> A medicina e a ciência dos bio-materiais evoluíram. O estado atual da ciência e pesquisa mostra claramente que a peri-implantite pode ser completamente evitada, e peri-mucosite significantemente reduzida. Cabe agora aos dentistas a escolha da tecnica adequada entre as tecnicas disponíveis.</p>
<p>Mais informação pode ser encontrada em: <a href="https://www.mypatent.com/pt" target="_blank" rel="noopener">www.mypatent.com</a></p>
<p><strong>Referências:</strong><br />
1. Brunello G, Rauch N, Becker K, Hakimi AR, Schwarz F, Becker J. Two-piece zirconia implants in the posterior mandible and maxilla: A cohort study with a follow-up period of 9 years. Clin Oral Implants Res. 2022 Dec;33(12):1233-1244. doi: 10.1111/clr.14005. Epub 2022 Oct 31. PMID: 36184914.</p>
<p>2. Karapataki S, Vegh D, Payer M, Fahrenholz H, Antonoglou GN. Clinical Performance of Two-Piece Zirconia Dental Implants After 5 and Up to 12 Years. Int J Oral Maxillofac Implants. 2023 Dec 12;38(6):1105-1114. doi: 10.11607/jomi.10284. PMID: 38085741.</p>
<p>3. Herrera, D., Berglundh, T., Schwarz, F., Chapple, I., Jepsen, S., Sculean, A., Kebschull, M., Papapanou, P. N., Tonetti, M. S., Sanz, M., &amp; on behalf of the EFP workshop participants and methodological consultant (2023). Prevention and treatment of peri-implant diseases—The EFP S3 level clinical practice guideline. Journal of Clinical Periodontology, 50(S26), 4–76. https://doi.org/10.1111/jcpe.13823</p>
<p>4. Renvert S, Polyzois I, Maguire R. Re-osseointegration on previously contaminated surfaces: a systematic review. Clin Oral Implants Res. sept 2009;20 Suppl 4:21627.</p>
<p>5. Schlee M, Naili L, Rathe F, Brodbeck U, Zipprich H. Is Complete Re-Osseointegration of an Infected Dental Implant Possible? Histologic Results of a Dog Study: A Short Communication. J Clin Med. 16 janv 2020;9(1):E235.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Utilização de ferramentas de IA na dor orofacial, DTM, bruxismo e sono</title>
		<link>https://saudeoral.pt/utilizacao-de-ferramentas-de-ia-na-dor-orofacial-dtm-bruxismo-e-sono/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jun 2024 08:34:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em comentário a este evento pioneiro na agenda da Medicina Dentária, Júlio Fonseca considera que se estabeleceu como um “marco significativo na área, reunindo especialistas nacionais e internacionais para discutir o status das inovações e pesquisas sobre o uso de IA em Medicina Dentária”. Definindo o balanço como “um sucesso absoluto, com uma participação impressionante [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em comentário a este evento pioneiro na agenda da Medicina Dentária, Júlio Fonseca considera que se estabeleceu como um “marco significativo na área, reunindo especialistas nacionais e internacionais para discutir o status das inovações e pesquisas sobre o uso de IA em Medicina Dentária”. Definindo o balanço como “um sucesso absoluto, com uma participação impressionante de profissionais de diversas disciplinas”, acrescenta que as discussões e apresentações “focaram-se em novas técnicas de diagnóstico, dispositivos tecnológicos inovadores, e estudos de caso que demonstraram a eficácia da IA em melhorar os resultados dos pacientes. O entusiasmo dos participantes foi extraordinário, destacando a importância crescente desta interseção entre tecnologia e saúde oral”.</p>
<p>Com a Saúde Oral, o presidente da Sociedade Portuguesa de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial – SPDOF partilhou um artigo de opinião versado sobre a sua comunicação “Artificial Intelligence in TMD and Orofacial Pain?”, ministrada no decorrido congresso. Leia aqui</p>
<p>As últimas décadas têm sido caracterizadas por um desenvolvimento acelerado, constante e diário de novas tecnologias, aplicações e Inteligência Artificial ao serviço das várias áreas de vida das sociedades. Estão hoje presentes na maioria das nossas atividades de vida diária procurando agilizar, facilitar e otimizar intervenções e seus resultados.</p>
<p>Os médicos dentistas são permanentemente confrontados com este &#8220;dilema ético/tecnológico&#8221;: por um lado oferecer aos seus pacientes e utilizar os melhores recursos/avanços e técnicas e por outro lado utilizar essa mesma tecnologia baseada em evidências científicas face aos anteriores ´gold standard´´, representando uma efetiva melhoria na prestação de cuidados e não apenas por perspetivas mercantilistas ou publicitárias.</p>
<p>As disfunções temporomandibulares (DTM) podem causar dor e disfunção nas articulações temporomandibulares (ATM) e nos músculos mastigatórios. As DTM são a segunda condição musculoesquelética mais comum e incluem vários sintomas, como diminuição da amplitude de movimento, dor muscular e articular, ruídos nas articulações entre outros.</p>
<p>A etiologia das DTM é considerada multifatorial, com fatores biológicos, comportamentais e psicossociais contribuindo independentemente ou como fatores inter-relacionados. Além disso, comorbidades, como doenças cardiovasculares e gastrointestinais, osteoartrite, zumbido, e distúrbios hormonais, estão associadas ao início e progressão da doença. Portanto, o diagnóstico das DTM requer uma avaliação abrangente dos sinais e sintomas dos pacientes (obtidos por meio da história, exame clínico e exames complementares quando necessários) e fatores comportamentais e psicossociais. Consequentemente, a natureza complexa das DTM e os seus subtipos, dificultam o diagnóstico e exigem experiência clínica.</p>
<p>Atualmente, os critérios de diagnóstico mais amplamente aceites são os Critérios de Diagnóstico para DTM (DC-TMD), desenvolvidos com base em estudos internacionais em larga escala e análises de dados desde a década de 1990. O DC-TMD é composto por dois eixos, Eixo I e Eixo II, que incluem padrões de diagnóstico para diferenciar DTM dolorosas e distúrbios intra-articulares (Eixo I) e avaliar a função da mandíbula e fatores comportamentais e psicossociais (Eixo II). Apesar da popularidade do DC-TMD, ele apresenta limitações em termos de precisão de diagnóstico. Além disso, a confiabilidade inter-examinadores é relativamente baixa para os desarranjos internos e doença degenerativa. Estas ferramentas clássicas de triagem, como questionários para determinar os sintomas dos pacientes, são caras/demoradas e sobrecarregam os clínicos.</p>
<p>Assim, os avanços nas tecnologias de inteligência artificial (IA) têm levado a grandes desenvolvimentos na indústria da saúde. O dicionário Merriam-Webster define a IA como &#8216;a capacidade de uma máquina imitar o comportamento humano inteligente&#8217;. Essencialmente, refere-se à simulação de processos de inteligência humana usando sistemas de computador. Geralmente, os sistemas de IA são treinados usando grandes quantidades de dados de entrada. Os padrões são aprendidos a partir desses dados e depois usados para prever o resultado de novas intervenções.</p>
<p>Os Algoritmos de IA são cada vez mais aplicados em diagnósticos de pacientes, especialmente para detectar e classificar lesões, como cancros, retinopatia diabética, tumores cerebrais, cáries dentárias e até doença articular degenerativa (um subtipo de DTM), nomeadamente utilizando imagens médicas. Além disso, outros tipos de dados, como registos médicos eletrônicos em formato de texto, voz e som, são utilizados para desenvolver ferramentas de diagnóstico que auxiliam os clínicos na tomada de decisões. Recentemente, diversos algoritmos de inteligência artificial têm sido aplicados a dados de imagem e não imagem para o diagnóstico de DTM. No entanto, os estudos sobre o uso de IA para o diagnóstico de DTM têm utilizado diferentes critérios de seleção de pacientes, subtipos de doenças, dados de entrada para o diagnóstico e medidas de resultado para a avaliação de desempenho que dificultam obter conclusões claras. Além disso, a precisão dos modelos de IA varia.</p>
<p>Nos últimos 5 anos, surgiu um número crescente de estudos que utilizam intervenções baseadas em IA para melhorar o reconhecimento, a previsão e a auto-gestão da dor, e que podem ser utilizados no campo das DTM dolorosas e da dor orofacial. Esses estudos sugerem que o uso de intervenções baseadas em IA para melhorar o reconhecimento, previsão e autogestão da dor são eficazes; no entanto, a maioria dos estudos são estudos piloto. Assim sugere-se que os estudos futuros procurem examinar abordagens baseadas em IA em coortes maiores e por um período mais longo para avaliar os efeitos sustentados. Apesar de já existirem algumas Apps de smartphone disponíveis no mercado, a sua utilização a longo prazo pelos pacientes é reduzida, com baixa adesão. Estas apps são importantes na consciencialização e informação inicial dos pacientes acerca da sua Dor Orofacial e DTM, mas a possibilidade de monitorização a longo prazo ainda apresenta problemas de adesão.</p>
<p>O uso de inteligência artificial (IA) pode beneficiar os pacientes com Disfunção Temporomandibular (DTM) e Dor Orofacial de várias maneiras:</p>
<p>Diagnóstico, nomeadamente através de análise de imagem médica: Algoritmos de IA podem analisar imagens médicas, como radiografias e ressonâncias magnéticas, para identificar padrões associados à DTM. Isso pode ajudar os profissionais de saúde a diagnosticar a condição de forma mais precisa e rápida.</p>
<p>Sistemas de apoio à decisão clínica e Personalização do tratamento: Com base em dados do paciente, como o histórico médico, sintomas e características individuais, os sistemas de IA podem recomendar planos de tratamento personalizados. Isso leva em consideração a variedade de fatores que contribuem para a DTM e permite abordagens mais eficazes e direcionadas.</p>
<p>Análise de padrões de dor: A IA pode ser utilizada para analisar padrões de dor relatados pelos pacientes ao longo do tempo, ajudando os profissionais de saúde a entender melhor a progressão da doença e ajustar o tratamento conforme necessário.</p>
<p>Dispositivos de Monitoramento contínuo: Dispositivos habilitados para IA podem monitorar continuamente os movimentos da mandíbula e os padrões de atividade muscular, fornecendo feedback em tempo real aos pacientes e profissionais de saúde sobre o uso adequado da mandíbula e a eficácia do tratamento.</p>
<p>Assistência pós procedimentos cirúrgicos; Educação e suporte ao paciente: Chatbots e aplicativos baseados em IA podem fornecer informações educacionais sobre a DTM, bem como orientação e suporte aos pacientes durante todo o processo de tratamento, ajudando a melhorar a adesão e os resultados a longo prazo. Essas ferramentas podem ajudar os pacientes a entender melhor sua condição, seguir o tratamento prescrito e relatar sintomas ao profissional de saúde de forma rápida e conveniente.</p>
<p>No entanto, é importante ressaltar que a implementação ética e responsável da IA na prática clínica é fundamental para garantir a segurança e a eficácia do cuidado ao paciente. O uso da inteligência artificial (IA) na Medicina Dentária oferece várias oportunidades, mas também levanta também algumas preocupações importantes. Assim as mais relatadas são as abaixo, também interpretadas face à minha opinião:</p>
<p>Precisão e confiabilidade dos algoritmos: qualquer imprecisão ou erro nos algoritmos pode levar a diagnósticos errados ou recomendações de tratamento inadequadas, prejudicando a segurança e eficácia do cuidado ao paciente. É importante que os clínicos percebam que a maioria dos estudos publicados até hoje, no que toca à DTM e Dor Orofacial, permitem identificar a exatidão dos algoritmos (Accuracy), mas não fornecem dados claros que permitam identificar com precisão a sua sensibilidade e especificidade, e portanto, a sua capacidade em identificar corretamente os Verdadeiros Positivos e excluir corretamente os Verdadeiros Negativos.<br />
Privacidade e segurança dos dados: esta é uma das preocupações mais frequentemente relatadas. O uso de IA na medicina dentária envolve a coleta e análise de grandes quantidades de dados de pacientes, o que levanta preocupações sobre privacidade e segurança. É crucial garantir que os dados dos pacientes sejam protegidos contra acesso não autorizado e uso indevido.</p>
<p>Viés algorítmico: os algoritmos de IA podem ser suscetíveis a viés, refletindo preconceitos ou desigualdades presentes nos dados de treino. Isso pode levar a disparidades no diagnóstico e tratamento de pacientes de diferentes grupos demográficos. É importante mitigar o viés algorítmico por meio de técnicas de treino de modelos e seleção cuidadosa de dados de treino.</p>
<p>Responsabilidade e ética: A introdução de IA na medicina dentária levanta questões importantes sobre responsabilidade e ética. Quem é responsável por decisões médicas baseadas em algoritmos de IA? Como lidar com situações em que os resultados dos algoritmos entram em conflito com o julgamento clínico humano? Na minha opinião é claro que o clínico é sempre o responsável final, e não se pode demitir desta responsabilidade.</p>
<p>Treino e educação dos profissionais de saúde dentária no uso e interpretação de ferramentas de IA por forma a garantir que os profissionais estejam bem preparados para integrar a IA em suas práticas clínicas e interagir com elas de maneira eficaz e segura.<br />
Por último, e talvez uma das minhas maiores preocupações acerca da utilização de ferramentas de inteligência artificial em dor orofacial e DTM, é a despersonalização da prática médica. Na medida em que estas questões interpessoais, os efeitos placebo e a minimização dos nocebo da própria relação médico-paciente ficam desta forma despersonalizados, parece-me que isso tem um impacto significativo no tratamento deste subtipo de pacientes. É crucial considerar como a tecnologia pode complementar, mas não substituir, a interação humana e a empatia necessária no cuidado médico.&#8221;</p>
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		<item>
		<title>A IA leva a uma responsabilidade aumentada dos profissionais e partilhada com o paciente</title>
		<link>https://saudeoral.pt/a-ia-leva-a-uma-responsabilidade-aumentada-dos-profissionais-e-partilhada-com-o-paciente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jun 2024 08:25:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sem reservas o especialista em Cirurgia Oral aceitou o convite da presidente do congresso, Teresa Vieira e Brito, para participar no evento inédito no calendário da medicina oral em Portugal. A sua ligação às personalidades líderes da cespu, bem como o reconhecimento público de que esta instituição “hoje tem uma das formações em Medicina Dentária [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sem reservas o especialista em Cirurgia Oral aceitou o convite da presidente do congresso, Teresa Vieira e Brito, para participar no evento inédito no calendário da medicina oral em Portugal. A sua ligação às personalidades líderes da cespu, bem como o reconhecimento público de que esta instituição “hoje tem uma das formações em Medicina Dentária digital mais avançadas de Portugal e na Europa”, motivaram a sua participação.</p>
<p>Para a elaboração da sua comunicação, André Chen seguiu três critérios que considera fundamentais e “chave na educação da medicina dentária digital”. O primeiro assentou em não recorrer a protótipos, mas em ferramentas estabelecidas e disponíveis. Em segundo, tomou como regra: “conteúdo principalmente de uso clínico”, falando da tecnologia digital, com aporte de evidência científica. E, em terceiro lugar, também dar a conhecer as limitações das ferramentas, para que os participantes não repitam erros passados.</p>
<p>Questionado quanto às “unmet needs” que IA possa vir a preencher, no que à reabilitação oral diz respeito, André Chen é de opinião que, apesar de poder ser “interessante no aporte à evidência científica”, contudo, “temos hoje um contra-senso neste campo, cada vez mais publicações, mas, ao mesmo tempo, maior viés”, tendo em conta que são “publicações com número incrivelmente pequenos de amostras, muito heterogêneos e muitas vezes desajustados às necessidades clínicas”.</p>
<p>Porém, o especialista de cirurgia oral reconhece que a “a criação de bases de dados gigantes com crescimento exponencial, que possam ser lidas e interpretadas por AI, pode originar recomendações clínicas mais homogéneas e certeiras para que a decisão clínica seja precisa”.</p>
<p><strong>Algoritmos que favoreçam o tratamento individualizado</strong></p>
<p>Quanto aos programas e/ou algoritmos, potencialmente mais promissores e úteis para o planeamento e para execução da estratégia de tratamento de reabilitação oral, André Chen defende que o algoritmo promissor será aquele “que possa permitir entender as necessidades individuais do doente”, na medida em que todos os pacientes são distintos, com diferentes “necessidades estéticas, funcionais” e diferentes situações “económicas e de saúde”. No entanto, o princípio regente da Medicina, é permitir um igual tratamento e a preferência do paciente deve ser ouvida.</p>
<p>Com exemplifica André Chen, na Medicina Dentária: “admitimos na necessidade de um implante, que este seja de titânio. Quando reabilitamos uma arcada total o gold standard são os implantes ou quando o doente tem uma pulpite irreversível o &#8220;gold standard&#8221; é o tratamento endodôntico. E fazemos assim porque fomos ensinados na faculdade que esse seria o caminho. Mas não necessita de ser assim, os tempos mudaram e as demandas sociais caminham, cada vez mais, lado a lado à decisão clínica. Ou seja, a opinião do doente tem cada vez mais importância (e relevância) porque o acesso à informação é hoje em dia ilimitada, de rápido acesso muitas vezes tão certeira como o conhecimento clínico, através de softwares como o chat GPT e o Google que entram já em base de dados Pubmed e outros)”. Tendo em conta estas considerações, os profissionais devem procurar ferramentas que permitam uma personalização do tratamento de acordo com as variáveis do paciente.</p>
<p>Na opinião de André Chen, tal “irá permitir uma melhor otimização de recursos humanos das clínicas para chegar às expectativas de esse doente. Vai permitir ao clínico direcionar e preparar-se melhor (evidência científica) para o tipo de perguntas e interrogações que esse doente irá ter, e escolher dentro da literatura e da sua expertise clínica o que mais se adequa”.</p>
<p><strong>A IA na monitorização dos tratamentos</strong></p>
<p>Quando ao uso de ferramentas de IA, na fase de controlo, a preferência do especialista vai para a inteligência artificial “ligada aos scanners intra-orais e a capacidade de reconhecimento através da AI nas fotos originadas por telemóveis”. Acrescentado que “na clínica uma das formas que temos é uma comparação imediata ao milímetro de reabilitações que foram feitas e comparar a sua performance ao longo do tempo. Nos controlos de pós-operatórios em cirurgia oral já utilizamos uma monitorização remota, através de aplicações e telemóveis que rapidamente, e no conforto do seu domicílio, o doente faz o upload para plataformas personalizadas, desse modo podendo o clínico ter um controlo ao minuto do doente. Na implantologia, o controlo da posição 3D dos implantes já começa a ser feito em scanners intra-orais, sem necessidade de irradiar o doente em aparelhos radiográficos. E claro, o controlo 4D dos movimentos individuais do doente ao longo do tempo”.</p>
<p><strong>Pensamento crítico na avaliação dos resultados e facilidade na conectividade</strong></p>
<p>Uma posição muita crítica e “pensar duas vezes se o resultado é o correto porque estamos numa fase muito preliminar do uso de AI em medicina dentária” é a atitude que André Chen considera ser a mais adequada para a avaliar os dados e resultados provenientes da IA. Como afirma: “Deve existir sempre um double-check para garantir que o processo está a ser o indicado”.</p>
<p>Da sua experiência, André Chen também manifesta que a IA está mais direcionada para padronizar, na medida em que “pode inferir através de bases dados”, por isso caberá sempre ao profissional a capacidade de ser criativo e atento ao que é adequado ao paciente, reforçando assim a relação médico-paciente.</p>
<p>E a respeito do feedback que tem recebido pelos próprios doentes, sobre o impacto da IA, André Chen afirma estar a ser “incrível”, afirmam que os pacientes apreciam “a conectividade dos tratamentos, a otimização de processos e a facilidade dos procedimentos”. Outras vantagens da IA residem no agilizar dos processos e de como os doentes “se sentem parte do processo de tratamento”. A facilidade de comunicação veio também permitir chegar a pacientes em outros países.</p>
<p>Resumindo, estas vantagens visíveis tanto para pacientes, como para os profissionais, para André Chen saldam-se numa responsabilidade partilhada e aumentada.</p>
<p>A respeito da inovação trazida pela IA e a introdução de novos conceitos na Medicina Dentária, André Chen considera relevante que as Universidades “tomem as rédeas da inovação”, de modo a que, em ambiente controlado, seja possível realizar “os ensaios para as recomendações clínicas gerais, e traçar as indicações e limitações”. Em defesa do clínico e em prol do paciente, para o especialista de cirurgia oral com experiência na docência, importa “uma cooperação intrínseca entre universidades, clínicas privadas e associações para determinar de uma vez por todas como podemos potencial a utilização diária de tecnologia e IA em todas as áreas da medicina dentária”.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://saudeoral.pt/a-ia-leva-a-uma-responsabilidade-aumentada-dos-profissionais-e-partilhada-com-o-paciente/">A IA leva a uma responsabilidade aumentada dos profissionais e partilhada com o paciente</a> aparece primeiro em <a href="https://saudeoral.pt">Saúde Oral</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>IA: “A questão não é se o médico dentista vai entrar nesse universo, mas sim quando”</title>
		<link>https://saudeoral.pt/ia-a-questao-nao-e-se-o-medico-dentista-vai-entrar-nesse-universo-mas-sim-quando/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jun 2024 08:21:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Saúde Oral (SO) &#124; O que motivou a aceitação do convite como orador neste congresso pioneiro? Fábio Guimarães (FG) &#124; Há mais de 10 anos que ajudo médicos dentistas a melhorarem seus negócios através da gestão empresarial. Sou ainda um entusiasta das ferramentas de IA que utilizo na minha rotina. Quando fui chamado para um [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://saudeoral.pt/ia-a-questao-nao-e-se-o-medico-dentista-vai-entrar-nesse-universo-mas-sim-quando/">IA: “A questão não é se o médico dentista vai entrar nesse universo, mas sim quando”</a> aparece primeiro em <a href="https://saudeoral.pt">Saúde Oral</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Saúde Oral (SO) |</strong> <strong>O que motivou a aceitação do convite como orador neste congresso pioneiro?</strong></p>
<p><strong>Fábio Guimarães (FG) |</strong> Há mais de 10 anos que ajudo médicos dentistas a melhorarem seus negócios através da gestão empresarial. Sou ainda um entusiasta das ferramentas de IA que utilizo na minha rotina. Quando fui chamado para um Congresso que unia essas duas áreas, fiquei muito empolgado. Além disso, sabia que as pessoas que estavam na organização do evento eram visionárias e comprometidas. Com certeza que quis fazer parte disso.</p>
<p><strong>SO | Que critérios nortearam a elaboração da sua apresentação e levaram a esta designação: <em>Optimizing clinical business management practices through technological advancements</em>?</strong></p>
<p><strong>FG |</strong> A elaboração da minha apresentação foi guiada por uma série de critérios fundamentais, cuidadosamente considerados para assegurar que o conteúdo fosse relevante, impactante e aplicável ao público-alvo. Esses critérios incluem:</p>
<p><u>Relevância para o Público-Alvo</u>: A apresentação foi desenvolvida especificamente para profissionais empresários da Medicina Dentária. O objetivo era abordar questões e desafios específicos enfrentados por esses profissionais nas suas práticas diárias e como a gestão com tecnologia pode ajudar.</p>
<p><u>Impacto das Tecnologias Digitais</u>: As inovações tecnológicas estão a transformar a maneira como os procedimentos clínicos são realizados e como as práticas da Medicina Dentária são geridas, tornando essencial a adoção dessas tecnologias para otimizar a gestão dos negócios.</p>
<p><u>Melhoria da Gestão do Negócio</u>: Outro critério crucial foi a necessidade de aprimorar as &#8220;boas práticas&#8221; de gestão. Identificamos que, através do uso de tecnologias avançadas, é possível melhorar a eficiência operacional, reduzir custos e aumentar a satisfação dos pacientes.</p>
<p><u>Abordagem Estratégica</u>: A apresentação foi estruturada para oferecer uma abordagem estratégica à gestão das clínicas, enfatizando a importância de ter processos inteligentes e pessoas competentes, permitindo que o gestor se foque mais na estratégia e não só no operacional.</p>
<p><u>Oferecer Ferramentas Práticas</u>: A intenção é transmitir, como um presente, 102 ferramentas práticas para ajudar os gestores na condução dos seus negócios.</p>
<p><strong>SO | Que <em>unmet needs</em> considera que a AI vem preencher em áreas como a gestão empresarial e outras que considere relevantes?</strong></p>
<p><strong>FG |</strong> A IA preenche várias necessidades não atendidas na gestão empresarial, incluindo a análise rápida de grandes volumes de dados para apoiar decisões estratégicas, a automatização de tarefas repetitivas (como atendimento online por chatbot), a personalização e melhoria da experiência do cliente, a previsão de tendências e planeamento proativo, a gestão eficiente de recursos humanos, o auxílio ao marketing e à inovação, e muito mais.</p>
<p><strong>SO | Que programas e/ou algoritmos pode apontar como os mais promissores e úteis. E porquê?</strong></p>
<p><strong>FG |</strong> Os algoritmos mais promissores incluem Random Forest e redes neurais, enquanto programas como BERT e GPT-4 melhoram o processamento de linguagem natural. Sistemas de recomendação (Collaborative Filtering), visão computacional (YOLO), automação de processos (UiPath), e BI (Tableau) aumentam a precisão, eficiência e inovação em áreas como a segurança, atendimento ao cliente e análise de dados. Para quem está a começar aconselho usar o ChatGPT-4 ou o GEMINI. São simples e excelentes para o dia a dia, ou seja, todos nós temos um “Einstein” à nossa disposição para nos ajudar, como expliquei na palestra.</p>
<p><strong>SO | Que avaliação crítica deve o profissional/empresário fazer na hora e tomada de decisão com base na informação fornecida pela AI?</strong></p>
<p><strong>FG |</strong> Penso que o profissional deve verificar a qualidade dos dados, entender como a IA chegou às conclusões e identificar possíveis vieses. É importante validar as recomendações da IA com outros métodos, avaliar a relevância e impacto das decisões, garantir que os modelos de IA sejam atualizados e considerar o custo-benefício. Assim, a IA pode ser usada como uma ferramenta eficaz e ética para apoiar decisões informadas.</p>
<p><strong>SO | A AI poderá ser benéfica para otimizar processos e identificar erros ou actividades que estão a funcionar menos bem? Assim, onde mora a inteligência emocional necessária para interagir com os recursos humanos e fornecedores?</strong></p>
<p><strong>FG |</strong> Sem dúvida que a IA é extremamente benéfica em otimizar os processos e encontrar erros, pois ela pode analisar grandes volumes de dados rapidamente, detetar padrões e anomalias, e fornecer <em>insights</em> acionáveis para melhorar a eficiência e a qualidade dos processos empresariais. No entanto, a inteligência emocional necessária para interagir com recursos humanos e fornecedores ainda reside nos seres humanos. Empatia, compreensão, comunicação eficaz e a capacidade de gerir relacionamentos são competências que a IA ainda não consegue replicar completamente. Assim, a combinação da análise precisa e eficiente da IA com a inteligência emocional humana é crucial para o sucesso nos negócios.</p>
<p><strong>SO | Que skills considera importantes os profissionais aprimorarem para tirar o maior rendimento possível da AI?</strong></p>
<p><strong>FG |</strong> Acredito que, para aproveitar mais o que a IA tem para oferecer, o primeiro <em>skill</em> é a curiosidade. Soma-se a isso o pensamento crítico, para avaliar resultados e identificar vieses; e a adaptação e aprendizado contínuo, para manter-se atualizado com as últimas tendências e avanços em IA, participando de cursos, congressos e treinamentos.</p>
<p><strong>SO | Como podem os profissionais contribuir com feedback para afinar melhor os algoritmos? </strong></p>
<p><strong>FG |</strong> Os profissionais podem contribuir com feedback para melhorar os algoritmos de IA fornecendo dados de qualidade, identificando erros e anomalias, compartilhando conhecimentos específicos do domínio, participando de testes de validação e sugerindo melhorias baseadas em experiências práticas. Esse <em>feedback</em> contínuo ajuda a refinar os algoritmos, tornando-os mais precisos e eficazes.</p>
<p><strong>SO | Se a AI é já o futuro, em que áreas da Medicina Dentária diria que ainda assume uma postura “conservadora” (old fashion). Se houver alguma área?</strong></p>
<p><strong>FG |</strong> Todas as áreas da Medicina Dentária estão a sofrer com esse impacto, direta ou indiretamente, pela IA. Alguns profissionais ainda são mais resistentes às novas tecnologias, mas, mais cedo ou mais tarde, vão acabar por perceber que essas ferramentas, sem qualquer dúvida, vão possibilitar muito mais lucro e liberdade para todos. A questão não é se o médico dentista vai entrar nesse universo, mas sim quando. Quanto mais cedo entrar, melhor.</p>
<p><strong>SO | Que conselhos daria aos profissionais que estão a incorporar a AI na sua prática?</strong></p>
<p><strong>FG |</strong> Na minha opinião, quando falamos de IA, percebemos que a inteligência do mundo &#8220;resetou&#8221;. Ou seja, todos conseguimos ter acesso, de forma simples e democrática, a altos níveis de conhecimento e tecnologia. Tudo isso pode amplificar as nossas competências e melhorar nossa produtividade. Assim, diria que se é um profissional que deseja ter melhores resultados e, ao mesmo tempo, ter qualidade de vida, a gestão empresarial aliada à tecnologia pode ajudar muito. Comece por usar programas simples como o ChatGPT ou mesmo o GEMINI e acabará por descobrir que pode obter respostas rápidas para muitas dúvidas sobre o seu negócio.</p>
<p><strong>SO | Que apreciação global faz a este 1.º Congresso de Inteligência Artificial (IA) na Medicina Dentária?</strong></p>
<p><strong>FG |</strong> Foi maravilhoso. Um congresso extremamente organizado, onde tudo funcionou perfeitamente bem. Um conteúdo muito rico e inovador, com palestrantes comprometidos em entregar o melhor. Todos os participantes elogiaram. Fiquei muito honrado em participar e receber tantos <em>feedbacks</em> carinhosos e elogiosos. Aproveito para parabenizar a equipa organizadora, que não mediu esforços para fazer deste um grande e memorável evento. Tenho a certeza de que todos já esperam o 2.º Congresso.</p>
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		<title>“A mais valia da IA no diagnóstico e planeamento ficou bem patente e registada neste evento”</title>
		<link>https://saudeoral.pt/a-mais-valia-da-ia-no-diagnostico-e-planeamento-ficou-bem-patente-e-registada-neste-evento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jun 2024 08:10:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O evento contou com diferentes especialidades, dentro da Medicina Dentária, e ainda técnicos de prótese dentária, higienistas orais, fisioterapeutas, nutricionistas, especialistas em marketing e comunicação, profissionais ligados as vendas da especialidade, entre outros, cujo feedback foi “extremamente positivo e motivador, o que nos enche de orgulho e satisfação”. Porém, “temos a vontade e consciência de [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://saudeoral.pt/a-mais-valia-da-ia-no-diagnostico-e-planeamento-ficou-bem-patente-e-registada-neste-evento/">“A mais valia da IA no diagnóstico e planeamento ficou bem patente e registada neste evento”</a> aparece primeiro em <a href="https://saudeoral.pt">Saúde Oral</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O evento contou com diferentes especialidades, dentro da Medicina Dentária, e ainda técnicos de prótese dentária, higienistas orais, fisioterapeutas, nutricionistas, especialistas em marketing e comunicação, profissionais ligados as vendas da especialidade, entre outros, cujo feedback foi “extremamente positivo e motivador, o que nos enche de orgulho e satisfação”. Porém, “temos a vontade e consciência de que não podemos dar este dado como adquirido e universal, apenas como barómetro, que nos faça querer fazer mais, inovar ainda mais e excedermo-nos no próximo”, reflete.</p>
<p>“A utilização da IA na Medicina Dentária, ficou demonstrada através de inúmeros exemplos. Dentro das valências de cada palestrante, com mais ou menos enfase, seria utópico dizermos que tudo ficou dito. Mas globalmente a mais valia que se tira no dia a dia, no diagnóstico e planeamento, essencialmente, fica bem patente e registada”, salienta a especialista.</p>
<p>Dentro daquilo que parece ser controverso, Teresa de Vieira e Brito refere que é importante “desmistificar a IA, não como sendo algo transcendental, complexo e cheio de artefactos, mas sim como algo que se nos apresenta de maneira imponente, mas discreta, pois já é utilizada de determinadas formas como em certas apps, das quais já somos usuários”.</p>
<p>Seja do ponto de vista académico, como de prática clínica, das apresentações realizadas, o que mais a surpreendente é a “genialidade e leveza com que se nos apresentam as ferramentas e suas aplicações. Na minha perspetiva a sensação de que vivemos o futuro, algo que me apaixona e, sem dúvida, motiva a curiosidade e conhecimento”, afere.</p>
<p>Rapidez, precisão, e “melhores diagnósticos” e “tratamento personalizado” são alguns dos atributos que se aplicam ao recurso à IA. Contudo, o reverso da medalha, seja na interpretação dos dados, seja o risco de sobre tratamento, não deixam de ser tópicos que levam à reflexão e awareness dos especialistas. Nesse sentido, para a presidente do congresso, “sem o conhecimento, sem o domínio da ciência e técnicas, corremos o erro por defeito ou excesso de falhar. Somos humanos. Daí a necessidade e alerta de que só com empenho, formação e uma contínua dedicação é que poderemos aproveitar o que a tecnologia nos proporciona. Acaba sempre por ser uma questão de bom senso”.</p>
<p>O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) foi uma das personalidades que marcou presença no evento. Sendo a OMD uma entidade reguladora da classe, surge a questão relacionada com a sua posição perante o uso ético e responsável da IA: “Acredito que o Sr. Bastonário e sua Comissão de ética estão a implementar de maneira muito assertiva o uso da IA na nossa área, seguindo também as normas da CEE. Como Ordem penso que se lhes obriga a estarem muito atentos e atualizados. Sendo esta área de tão grande importância e desenvolvimento, impõe-se ponderação, tempo e serenidade para a criação de normas e regras que só nos vão valorizar e proteger. Estou confiante de que o trabalho esteja a ser realizado eximiamente”, assegura.</p>
<p>Muitas foram as Associações, Academias, Sociedades, Instituições de Ensino Superior, Personalidades ligadas ao Poder Local, Organizações, Empresas do sector e da Região que se associaram ao evento, Teresa de Vieira e Brito espera que o congresso tenha plantado nos formandos “a semente da curiosidade e do conhecimento, que eles já possuem, mas que de multiplica por certo”.</p>
<p>Ao dirigir uma mensagem a todos aqueles que colaboraram na realização do evento, refere ter sido “um evento memorável graças a todos, que de uma maneira altruísta, dedicação, cumplicidade, se entregaram, não visando nada mais que fosse o êxito do Congresso. Amigos que ficam para sempre, que têm o meu respeito e admiração. Num mundo que se diz tão egoistamente imperfeito, esta foi a prova de que a ajuda cooperação, respeito, admiração coabitam e que quando assim é, só este poderia ser o resultado. Jamais esquecerei”.</p>
<p>Ao conciliar a dedicação à formação académica, o exercício da prática clínica e estar à frente de eventos científicos, a presidente do evento diz sentir-se “honrada e privilegiada por fazer o que gosto, com quem gosto, onde gosto. Da Cespu só se pode esperar uma coisa: excelência. E é já assim, que nos encontramos a trabalhar, para que venham mais novidades, pioneirismo e diferenciação”.</p>
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